Câmara adia votação do leilão da usina de asfalto

O primeiro projeto do ‘pacotaço’ enviado pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS) à Câmara de Ponta Grossa dividiu os vereadores na sessão desta quarta-feira e teve a votação adiada. O líder do governo, Romualdo Camargo (PSDC), atendeu aos pedidos da oposição e pediu vistas à proposta que autoriza o leilão de 115 veículos e máquinas da Prefeitura.
Os lances mínimos sugeridos pelo Governo Municipal e a avaliação dos bens móveis incluídos no leilão foi alvo dos vereadores, que concentraram o debate na venda da usina de asfalto da Prefeitura. “Realizei uma visita ao Parque de Máquinas e, em conversa com funcionários responsáveis pela usia, nos informaram que os processos de pavimentação fria estão funcionando e a parte do asfalto quente pode ser revitalizada”, disse o vereador Daniel Milla (PSDB).
Apesar das críticas, o tucano sai em defesa do secretário de Obras e Serviços Públicos, Alessandro Lozza, que é seu correligionário. “Eu respeito muito o Alessandro, mas eu tenho uma preocupação com a venda desta usina, que pode fazer mais de quatro quadras diárias de pavimento”, ressaltou.
O vereador Amauri Manosso (Rede) cobrou explicações da Comissão de Avaliação de Bens Móveis da Prefeitura. “Alguém tem que vir aqui e dar explicação sobre o verdadeiro estado destes bens”, disse. Em resposta à oposição, Walter José de Souza ‘Valtão’ (PROS) defendeu o projeto do governo. “A usina de asfalto é inservível, ela não funciona mais, não produz mais, não tem como consertar e tem que ser leiloada”, defendeu.
Segundo o projeto de lei discutido pelos vereadores, a usina seria leiloada por, no mínimo, R$ 72 mil. Além da usina, veículos adquiridos entre 2000 e 2011 integram a lista do leilão e preocupam a Câmara de Ponta Grossa. Um Vectra Elegance, de 2011, está avaliado em R$ 17 mil. A proposta do leilão volta ao debate na segunda-feira.
Brasília do Parque dos Mamonas será vendida por R$ 540,00
A venda da Brasília Amarela do Parque dos Mamonas, pelo preço inicial de R$ 540,00, também foi alvo das críticas da oposição. Os vereadores Pascoal Adura (PMDB) e Antônio Laroca Neto (PDT) questionaram a avaliação do veículo e o lance proposto pela Prefeitura. Em resposta ao Jornal da Manhã, o secretário de Obras, Alessandro Lozza, rebateu as críticas e disse que todos os bens do leilão são ‘irrecuperáveis’. “Se os vereadores quiserem, deixamos a Brasília encostada no Parque de Máquinas. Mas ela não tem motor nem documentação, não temos o que fazer com ela”, afirmou. Sobre a usina de asfalto, Lozza disse que o conserto não seria vantajoso para a Prefeitura. “Está usina foi comprada no Governo Zuk, tem mais de 30 anos, ela é inviável”, disse Lozza.
Informações do Jornal da Manhã.





















