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Pais antecipam compra do material escolar

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Fernando Rogala

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O pagamento do décimo terceiro salario está movimentando as vendas dos artigos de materiais escolares. Diante da inflação crescente e do temor de novos ajustes fiscais, muitos pais estão antecipando a compra desses artigos escolares já com a gratificação natalina. Em relação ao ano passado, segundo informações da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE), o reajuste médio observado é de 10% – montante o qual é confirmado por lojistas – e, para 2016, a expectativa é de reajuste semelhante.

No Paraná, no início do ano passado, a substituição tributária feita pelo governo também contribuiu para elevar os preços e, dessa forma, o reajuste médio se aproxima de 15% em algumas lojas. Para alguns produtos importados, como mochilas, por exemplo, com a alta do dólar, estima-se alta de até 30%.

Na ‘Livrarias Curitiba’ do Shopping Palladium, por exemplo, o movimento observado neste início de mês é superior ao registrado até este mesmo período em 2014. A empresa relata uma evolução de 15% nas vendas. O Grupo Livrarias Curitiba afirma que negociações com os fornecedores foram fechadas antecipadamente e os itens escolares terão um reajuste máximo de 5% na virada do ano – exceto para importados.

“Compramos em grandes quantidades já no meio do ano, fizemos esforços para segurar os aumentos e repassar as melhores condições”, explica Marcos Pedri, diretor comercial. A rede projeta ampliar as vendas desses itens em 7% em relação a 2014, principalmente em função da criação de uma ‘cesta básica escolar’ – kit com dez itens fundamentais que mantém os mesmos preços de 2014.

No ‘Lojão 10 & 15’, por sua vez, também já há uma movimentação para a compra com as listas fornecidas pelas escolas, mas ainda a procura é semelhante à registrada em 2014. “Sempre tem um pessoal que antecipa, mas a maioria sempre deixa para janeiro mesmo”, relata Nelci Wojcik, gerente da área de papelaria. Na loja, ela relata alta média entre 10 a 15%, em função da substituição tributária e alta do dólar. “É difícil avaliar o crescimento de vendas, mas torcemos para um aumento de 10%”, completa.

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