Pais lutam contra o tempo para salvar bebê em PG | aRede
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Pais lutam contra o tempo para salvar bebê em PG

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Daniel Petroski

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A segunda gravidez de Jacqueline Cardoso Tamataya corria tudo bem até o último sábado. Após dar a luz à pequena Rafaela Vitória Cardoso Tamataya, ela e o marido, Fernando Noryuki Tamataya, começaram uma batalha contra o tempo. “Fizemos todo o pré-natal no Posto de Saúde do Jardim Lagoa Dourada e também alguns exames particulares. Nada de errado havia sido constatado”, comenta Fernando.

A criança, hoje com cinco dias de vida, foi diagnosticada com um problema no coração. “Nos falaram que ela tem um estreitamento em uma das veias que bombeia sangue para o coração. Segundo os médicos, isso só seria diagnosticado se um exame específico, que não está incluído no pré-natal, fosse feito”, conta Fernando. O pai afirmou ainda que nem ele ou a mulher possuem problemas cardíacos. “Não lembro de nenhum caso em nossas famílias”, diz.

Internada na maternidade Santana Unimed em Ponta Grossa, o bebê está em uma incubadora. Porém, o ideal seria uma vaga em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal. “Ela precisa ser submetida a uma cirurgia. Estamos aguardando uma vaga em um hospital”, completa o pai.

Além da vaga, o procedimento deve ser executado por um cardiologista pediátrico. “Ficamos sabendo que tanto a vaga, quanto o médico, existem apenas no Hospital Pequeno Príncipe (em Curitiba) ou no Hospital Angelina Caron (em Campina Grande do Sul)”, afirma Fernando. “Precisamos salvar a vida de nossa filha”, desabafa Fernando.

Em 2013, com base em dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), sete hospitais paranaenses realizavam procedimentos de alta complexidade em cardiologia pediátrica.
Procurada, a 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa informou que não é mais de competência do órgão a gestão de vagas para internamento.

A justificativa é que devido à transferência da Central Reguladora de Leitos de Ponta Grossa para Curitiba em fevereiro de 2014, sendo repassada à Unidade Reguladora (URL) da Macrorregião Leste, a responsabilidade foi para a Sesa. Das cidades de médio porte do Paraná, Ponta Grossa é a única que não possui a regulação própria.

Em contato com a assessoria de imprensa da Sesa, a informação repassada foi de que a criança deve ser transferida entre hoje e amanhã para o Hospital Angelina Caron.
Informado pelo JM sobre a eminência da transferência da filha, Fernando se disse confiante. “Temos certeza que vai dar tudo certo. Assim como o segundo nome dela (Vitória), ela será uma vitoriosa e vai vencer essa luta já tão pequena”, finalizou o pai.

Hospital Regional

Em Ponta Grossa, apenas o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais possui UTI Neonatal – seis vagas no total. Procurado pela equipe do Jornal da Manhã, o diretor geral da unidade, Everson Krum, informou que existe vaga para internamento na cidade. Todavia, não existe um médico cardiologista pediátrico para a execução do procedimento. Ele classificou como de altíssima complexidade esse tipo de cirurgia.

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