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Médico de PG é preso suspeito de fraude no seguro DPVAT

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Um médico, um fisioterapeuta e dois funcionários de hospitais de Curitiba foram presos nesta segunda-feira (7) acusados de participação em um esquema de fraude ao Seguro DPVAT – que auxilia pessoas acidentadas no trânsito. Os quatro, além das esposas dos dois funcionários de hospitais, são suspeitos de fazerem parte da mesma quadrilha desvendada no começo do mês de novembro - os nomes não foram divulgados pela Polícia Civil. Entre os quatro presos da ocasião, um policial militar de 44 anos também estava entre os detidos.

De acordo com o delegado Matheus Laiola, do 7° Distrito Policial, cada envolvido tinha uma função específica no esquema e a Polícia Civil já tem conseguido individualizar as condutas. “Eles agiam na forma de aguardar os acidentados após a alta e prometiam conseguir toda a documentação necessária para o benefício em troca de uma parte. Nisso, eles cometiam vários crimes, como repassar informações privilegiadas à empresa investigada, realizar consultas sem o acidentado, ou a realização de boletim de ocorrência pelo policial em outra cidade”, explicou.

A empresa investigada era de propriedade a mulher do policial militar, que também foi presa no começo de novembro. A ação leva o nome “Operação Fraus” e conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

Na investida desta segunda, o médico foi preso em Ponta Grossa e o fisioterapeuta em Guarapuava. “O fisioterapeuta chegava a se passar por médico para fraudar os documentos, enquanto os funcionários repassavam informações privilegiadas a essa empresa. Os dois de Curitiba chegaram a negar, mas acabaram confessando”, concluiu Laiola.

Entre os funcionários presos, um trabalhava no Hospital Cajuru e o outro no Evangélico.

O esquema

Para que o seguro fosse pago as vítimas, a quadrilha fraudava diversos documentos, como boletins de ocorrência e documentos médicos, informações obtidas por funcionários do hospital e pela polícia. A quadrilha cobrava de 20% à 30% para efetuar a assessoria. O valor total de cada indenização pode variar de R$ 2.700 (caso de despesas médicas) à R$ 13.500 reais (casos de invalidez ou morte).

Os envolvidos vão responder pelos crimes de associação criminosa, prática dos crimes de estelionato, falsidade documental e crime contra a relação de consumo. Se condenados, poderão pegar até 18 anos de prisão. As investigações seguem com o objetivo de estabelecer a participação de outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.

Informações da Polícia Civil

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