Prefeitura de PG vai vender 115 máquinas para fazer caixa

A Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara de Ponta Grossa aprovou um dos projetos que integra o pacote emergencial do Governo Municipal. A proposta autoriza a Prefeitura a leiloar veículos e máquinas consideradas inservíveis, como estratégia para fazer caixa.
Presidente da Comissão, o vereador Rogério Mioduski (PPS) considerou a iniciativa do governo importante para as finanças públicas e acatou o parecer do grupo de Avaliação de Bens Móveis da Prefeitura, que incluiu 115 veículos da frota municipal como inservíveis.
“Todos os veículos são inservíveis, existem máquinas que estão sucateadas desde o governo anterior, por isso é preciso leiloar”, afirmou. “Os recursos que serão arrecadados são poucos, vai ser difícil vender, mas é uma medida necessária”, completou Mioduski.
Segundo o relatório de Avaliação de Bens Móveis encaminhado junto ao projeto, entre os veículos leiloados estão caminhões, ônibus, carros e máquinas da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos. Alguns dos caminhões são da década de 80. No entanto, a proposta também inclui carros fabricados de 2000 a 2011, entre eles um Vectra Elegance, considerado inservível pela Prefeitura.
Em relação ao maquinário, o governo pretende vender uma usina de asfalto, com um lance inicial de R$ 72 mil. “Embora alguns bens estejam em condições de uso, esclarece-se que a sua manutenção já não é mais economicamente viável”, aponta o relatório enviado aos vereadores.
Ao todo, a prefeitura espera arrecadar R$ 579 mil com o leilão de bens inservíveis. De acordo com o secretário de Obras, Alessandro Lozza, a medida faz parte de uma série de ajustes da Prefeitura. “Antes, muitos dos inservíveis eram doados, mas diante da atual situação do município, Estado e Nação, preferimos leiloar para garantir recursos e fazer caixa”, diz. “Os recursos poderão, inclusive, ser investidos na aquisição de novas máquinas”, conclui.
Leilão deve dividir vereadores
Parte do pacote emergencial encaminhado à Câmara de Ponta Grossa, o leilão de bens inservíveis deve dividir os vereadores. A situação do Parque de Máquinas já pautou discussão entre oposição e governo e, ainda, foi objeto de requerimentos no Legislativo. O pacote de leis deve ser analisado pelas comissões da Câmara em duas semanas e, durante o recesso parlamentar, sessões extras serão abertas para as votações. Além do leilão, o pacote inclui isenções fiscais, criação de novos cargos e renovação do contrato da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).





















