Dívida com fornecedores totaliza R$ 30 milhões em PG

A dívida da Prefeitura de Ponta Grossa com fornecedores já se aproxima de R$ 30 milhões. O montante foi divulgado no último relatório fiscal da Secretaria de Gestão Financeira, elaborado a partir de dados de janeiro a outubro deste ano.
De acordo com o relatório, os restos a pagar do Governo Municipal acumularam uma dívida de R$ 60,1 milhões no ano passado. Deste total, R$ 29 milhões foram pagos pela Prefeitura e R$ 1,7 milhão cancelados do orçamento público.
Os restos a pagar são recursos empenhados no orçamento da Prefeitura até o exercício anterior, mas ainda não pagos pelo governo. Parte da dívida se refere a obras e serviços já realizados pelos fornecedores da administração municipal, que ainda aguardam os pagamentos.
O relatório oficial do governo mostra que metade dos restos a pagar é da Secretaria Municipal de Educação (SME). Dos R$ 29 milhões empenhados pela pasta até 31 de dezembro de 2014, apenas R$ 13 milhões foram pagos pelo governo. Depois da Educação, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos acumula R$ 3,8 milhões em restos a pagar, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde é a terceira com a maior dívida e totaliza R$ 2,8 milhões a serem pagos.
Segundo o secretário de Gestão Financeira, Odaílton Souza, a maior parte dos empenhos inscritos em restos a pagar aguarda a execução dos serviços pelos fornecedores. “Cerca de R$ 25 milhões são restos a pagar ainda não processados. Ou seja, que ainda não têm direito a pagamento, pois não houve a liquidação”, destacou. “O restante depende da execução de obras e liberação de recursos e fluxo de caixa para pagamento”, disse o secretário.
Além das despesas empenhadas pelas secretarias do governo, o demonstrativo da Prefeitura inclui as dívidas das entidades de administração indiretas, que contabilizam uma dívida de R$ 1,4 milhão em restos a pagar.
Investimentos ficam abaixo da meta
O relatório do último bimestre também traz números sobre os investimentos realizados pela Prefeitura neste ano. Segundo os dados levantados pela Secretaria de Gestão Financeira, os investimentos do Governo Municipal ficaram abaixo da meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015.
Em dez meses, 60% das chamadas despesas de capital foram executadas. “As despesas de capital dependem diretamente da execução dos projetos. Ou seja, dependem de medições e aquisições para que a despesa esteja apta para pagamento. Por isso o valor está abaixo do previsto”, justificou o secretário de Finanças, Odaílton Souza.
>> Restos a pagar por setor do governo
Pasta Valor *
Educação R$ 15,7 mi
Obras R$ 3,8 mi
Saúde R$ 2,8 mi
Autarquias R$ 1,4 mi
Indústria R$ 1,2 mi
Ação Social R$ 1,1 mi
Abastecimento R$ 1,1 mi
Outras R$ 2,3 mi
Total R$ 29,5 mi





















