Lideranças de PG se mobilizam pela sede da Codapar

Um projeto encaminhado recentemente à Assembleia Legislativa demonstra a intenção do estado em comercializar 61 imóveis para arrecadar cerca de R$ 100 milhões no próximo ano. Um deles é o terreno da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), instalado no Distrito Industrial de Ponta Grossa, às margens da BR 376. A venda dessa área, que tem uma metragem total de 78,6 mil metros quadrados (quase o equivalente a oito campos de futebol), no entanto, não agrada lideranças do município. Para o deputado estadual Péricles de Holleben Mello e para a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), o local poderia ser destinado para receber outras atividades, como um condomínio industrial ou então uma incubadora.
O parlamentar defende que o imóvel não seja vendido por apresentar interessantes possibilidades para o local. “O imóvel contém barracões e estrutura que poderia abrigar um condomínio industrial, ou ainda uma solução para a reciclagem de lixo na região. A venda do terreno faria pouca diferença para o orçamento do Estado e muita diferença para o município de Ponta Grossa”, disse Péricles. Outra justificativa, segundo ele, é a localização privilegiada em termos logísticos, instalada na BR-376, próximo à capital.
Para o presidente da Acipg, Nilton Fior, a área não deve ser vendida para uma empresa apenas, para ela realizar um investimento industrial, mas sim, ser transformada em um polo de geração de empregos e oportunidades. “A ideia de um condomínio industrial ou incubadora é muito bem vinda, porque Ponta Grossa carece de ambiente propício para a instalação provisória de empreendimentos, para que possam se estruturar e buscarem instalação própria. Entre contemplar apenas uma indústria ou diversas indústrias menores, creio que seria mais interessante a segunda, até por possibilitar empreendedores pequenos e médios tenham esse espaço e ambiente para se estabelecer”, diz.
Em entrevista ao JM, o gerente regional da Codapar, Rubens Barros, afirmou que 10% da produção local é destinada ao armazém da Codapar para classificação. “Hoje esta área é um centro logístico, que recebe todos os produtos que são enviados para a exportação, pelo Porto de Paranaguá”, disse.
EMPRESA MISTA - Área não poderá ser doada
O Secretário de Indústria e Comércio de Ponta Grossa, Paulo Carbonar, relata que não é possível que haja a doação da área para o município. Ele afirma que teve uma reunião com o presidente da Codapar há três meses, para solicitar essa doação. “Mas como a Codapar é uma empresa mista, com percentual do governo e percentual dos gestores, eles não tem condição de doar e repassar essa área ao município”, informou. Há a possibilidade, no entanto, do local ser comprado e transformado em condomínio industrial. “O zoneamento é industrial e há a necessidade que tenha essa função. Torcemos que seja uma empresa que adquira que possa gerar desenvolvimento e renda”, completa.
informações do Jornal da Manhã
O deputado estadual Péricles de Holleben Mello e a Acipg defendem que a área sedie um condomínio industrial ou uma encubadora. Governo do Estado pretende vender a área no próximo ano, junto com outros 60 imóveis





















