Epidemiologia registra 112 novos casos de Aids em PG

Segundo dados do departamento de epidemiologia de Ponta Grossa, até outubro de 2015 foram registrados 45 casos de HIV de pessoas residentes em Ponta Grossa e 112 pacientes que foram diagnosticadas com AIDS. Deste número, 70 são homens entre 30 e 39 anos. Com estes novos casos, a cidade totaliza 542 pacientes com HIV e 1.647 com AIDS.
Em Ponta Grossa existe o Serviço de Assistência Especializada (SAE) que trabalha com tuberculose, hanseníase, HIV, Hepatite e outros serviços de infectologia, por exemplo, a sífilis. Através do Centro de Testagem e Aconselhamento, que trabalha junto com o SAE, são realizados os testes rápidos e os aconselhamentos dos pacientes que procuram o serviço pela primeira vez. O aconselhamento é feito para conscientizar o paciente a se cuidar e não se colocar em situação do risco novamente, para que o comportamento não volte a se repetir. “A partir do momento que foi feito o teste e deu negativo, beleza. Mas é importante saber a situação de risco e se prevenir, pois uma hora ou outra pode dar positivo”, comenta enfermeira do SAE, Kelly Dursky. Todas as pessoas acima de 18 anos podem fazer o teste rápido. De janeiro a outubro deste ano foram realizados 9.536 testes rápidos em Ponta Grossa.
Todas as Unidades Básicas de Saúde tem à disposição da comunidade os testes rápidos. “Qualquer cidadão que procurar a unidade mais próxima da sua residência espontaneamente poderá fazer o teste. Se o teste der alterado a UBS encaminhará para o SAE para avaliação com especialista”, destaca o coordenador do Programa de DST/Aids, Jean Zuber. O teste é sigiloso, seja no CTA ou nas UBS.
Cada indivíduo que fizer o teste e o resultado for positivo, começa imediatamente o tratamento. Primeiramente a equipe irá realizar o exame de CD4, que mede a defesa do organismo e a carga viral (número de vírus que encontram-se no corpo). Com esse exame é possível saber como o paciente está, se a imunidade está boa ou ruim e como está o número de carga viral. “Têm pacientes que ficam com a carga viral muito alta, e quanto mais vírus ele tiver, mais células de defesa serão destruídas e a imunidade cai muito”, esclarece Kelly.
Tratamento
O paciente de HIV/AIDS pode fazer tratamento onde ele quiser, não necessariamente na sua cidade. “Ainda existe muito preconceito. Alguns pacientes preferem ir para Curitiba e cidades próximas do que fazer o tratamento aqui. Como acontece ao contrário também”, diz Kelly.
Farmácia tem 1,2 mil cadastrados
A farmácia do SAE tem cadastrados, 1284 pacientes ativos que retiram medicação em Ponta Grossa. Estima-se que cada pessoa já teve relação sexual com pelo menos quatro, e essas quatro com mais quatro e assim por diante. “Se formos analisar, cada vez que um cidadão tem relação sexual sem camisinha ela esta se submetendo a um risco direto alto”, comenta a farmacêutica Adriana Antunes. “Na farmácia do SAE, por exemplo, tem paciente de São Paulo e Santa Catarina, que vem apenas para buscar os medicamentos”, comenta a farmacêutica, Adriana Antunes. O SAE atende todas as cidades da 3ª Regional de Saúde, consultas e medicação são fornecidas por Ponta Grossa também.
Informações do Jornal da Manhã.





















