Rodovias que cortam PG têm rotina de crimes

Não são apenas os acidentes que elevam o grau de medo e insegurança nos trechos urbanos da PR-151 e das BRs 373 e 376, em Ponta Grossa. A constante ação de criminosos preocupa quem gera emprego, renda e impostos ao Município. A rotina de crimes reduz o horário de funcionamento do comércio, fecha estabelecimentos e o desemprego agrava ainda mais alguns problemas sociais – dentre eles a prostituição e o tráfico de drogas nessas rodovias.
Apesar de não haver dados oficiais, estima-se que a cada 24 horas ocorram entre 12 a 15 crimes nesses trechos urbanos. Durante o dia os assaltos acontecem com maior frequência. À noite ocorrem os arrombamentos. Além dos estabelecimentos comerciais, os roubos contra pedestres engrossam essa estatística. Os caminhoneiros também se incluem neste círculo da vitimização, assim como os representantes comerciais.
Tão grave quanto a presença de bandidos nessas rodovias, é inquietante sensação de abandono por parte das autoridades de segurança do município. ‘Não temos a quem recorrer. Não adianta chamar a polícia. A equipe chega aqui, pega algumas informações e faz o registro da ocorrência. Isso não resolve o nosso problema. O ideal era contarmos com uma estrutura de segurança da PM, como uma base militar, aqui perto’, cita Amaude Andrejeski, dono de uma loja.
Os postos de combustíveis são, entre todos os estabelecimentos comerciais existentes às margens das rodovias, os mais visados pelos bandidos. Apenas uma rede já contabiliza mais de 40 roubos neste ano. O número é recorde. ‘Adotamos uma série de medidas, contratamos seguranças, aumentamos o número de câmeras, investimos em equipamentos e intensificamos as rondas’, conta o empresário Hélio Sach. A determinação dele, aos funcionários, é de não manter dinheiro nos caixas dos postos. Essa medida seria para desestimular os bandidos.
O tenente da Polícia Militar, Aurélio Santa Clara, conta que o policiamento nessas áreas mais perigosas está sendo feito há mais tempo pela PM. “Por conta do aumento de ocorrências nestas áreas, estamos reforçando o policiamento nestes locais, para garantir a segurança das pessoas que vivem e passam por ali”, diz.
Ações ostensivas também são realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a 5ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual. Unidades da Guarda Municipal também realizam atividades de apoio.
POLICIAMENTO
Conseg sugere Patrulha Comercial
A presidente do Conselho Comunitário de Segurança, de Ponta Grossa, desconhece a realidade dos comerciantes instalados às margens dos trechos urbanos das rodovias. ‘Eles – os comerciantes – não nos procuram e quem atende a parte da rodovia é a PRF’, assinala Jane Márcia Carneiro Villaca. Em entrevista ao Jornal da Manhã e ao portal aRede, ela disse que a Patrulha Comercial da PM opera nas saídas de Ponta Grossa e que essas unidades receberão, em breve, um reforço de três motocicletas adquiridas pelo Conseg. ‘São vários os investimentos que estamos fazendo nos órgãos de segurança’, comenta.
orientação
‘Importante é agir na prevenção’, diz dona de farmácia
Não existe agenda positiva quando o tema debatido são as rodovias que cortam Ponta Grossa. Essas mesmas estradas, consideradas grandes corredores de riquezas, é território livre para os bandidos. Os depoimentos de quem não tem segurança reforçam essa tese. “Os assaltos são frequentes na nossa região. Trabalhamos com a sensação de que a qualquer momento vamos ser surpreendidos por algum assaltante. Não temos sossego para trabalhar com tranquilidade. Acabamos perdendo clientes e bons funcionários que ficam com receio de acontecer novamente”, ressalta a proprietária da Hiperfarma Sabará. “Em minha opinião, temos que agir na prevenção. O trabalho da polícia tem que ser preventivo. Precisamos de mais efetivo nas ruas da nossa região”, finaliza.





















