Morte de bebê será investigada na CEI das Maternidades

Alane Roberta Sampaio acionou um médio e um hospital de Ponta Grossa na Justiça, acusando-os de negligência, durante a tarde desta quinta-feira (19). Ela perdeu a pequena Isabelly Sampaio Ponzoni pouco antes de dar à luz. Com 37 semanas de gestação e internada há três dias no hospital, o médico se recusou a fazer a cesariana e deu alta à paciente. No outro dia, quando voltou para uma consulta, descobriu que a filha estava morta dentro da barriga.
O caso ganhou publicidade quando Alane decidiu postar um vídeo nas redes sociais contando o que teria acontecido. As imagens, compartilhadas no YouTube e no Facebook, vem gerando revolta e emocionando os internautas. O vídeo mostra todos os detalhes da gravidez: ultrassom, chá de bebê e até a montagem do enxoval. Ele foi divulgado quando a filha completaria um mês de vida.
Alane foi internada em oito de outubro com as primeiras contrações – já com 37 semanas de gestação. Após 72 horas no hospital, ela solicitou que fosse realizada a cesariana no dia 10 de outubro. O médico teria se recusado a iniciar o processo, e deu alta para a mulher. No dia seguinte, ela voltou a sentir contrações e retornou ao hospital para uma consulta, quando foi informada que Isabelly havia morrido dentro da própria barriga.
Alegando negligência, Alane e o marido, Wesley Watson Ponzoni, decidiram processar o médico e o hospital responsáveis pela liberação da paciente. O Jornal da Manhã e o Portal ARede não divulgarão o nome do médico e do hospital até que todas as declarações sejam confirmadas através de investigação policial e com a instauração de inquérito. O Conselho Regional de Medicina e a Associação Médica também devem instaurar procedimento.
Caso será anexado à CEI das Maternidades
A ação aberta contra o médico e o hospital será anexada e discutida junto à Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades, da Câmara Municipal de Ponta Grossa. A informação foi confirmada pelo presidente da CEI, o vereador Pietro Arnaud (Rede Sustentabilidade). “Iremos acompanhar a situação e notificar os órgãos responsáveis”, disse. O vereador deve encaminhar o documento com a ação para análise junto ao Ministério Público (MP).





















