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Arrecadação de tributos cai 4,9% na região

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Fernando Rogala

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A arrecadação de tributos federais na região acompanha a tendência nacional segue em queda. Entretanto, a baixa regional, no mês de outubro foi inferior: enquanto que no Brasil houve uma queda real de 11,33% na arrecadação fazendária e previdenciária (baixa nominal de 2,53%), na região houve uma alta de 4,7% em termos nominais, o que, descontada a inflação de 9,93%, foi registrada uma retração real de 4,9%. Segundo as informações divulgadas pela delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, R$ 302,3 milhões foram arrecadados neste ano de 2015, contra R$ 288,7 milhões em outubro do ano passado.

No acumulado do ano, R$ 2,87 bilhões já foram arrecadados nos 59 municípios abrangidos pela regional da Receita Federal. Esse valor é, em termos nominais, 4,17% superior aos R$ 2,76 bilhões obtidos entre janeiro e outubro de 2014. Comparado com o cenário nacional neste ano, a região também se destaca, já que, em termos nominais, há uma alta de 3,7%. A arrecadação fazendária passou de R$ 1,50 bilhão para R$ 1,55 bilhão, e a previdenciária de R$ 1,25 bilhão para R$ 1,33 bilhão. “Comparando com a realidade nacional, estamos um pouco menos ruim. E não temos nenhuma arrecadação anormal, que possamos perceber que foi por conta desse motivo ou outro”, informa Gustavo Horn, delegado da Receita Federal em Ponta Grossa.

Ele lembra que as estatísticas de arrecadação mostram que o comércio apresenta uma queda grande em relação ao ano passado, mas que são os investimentos industriais que mantém a arrecadação em alta. “Esses investimentos realizados na região continuam sendo desenvolvidos neste ano, mesmo com crise. São investimentos que não podem parar”, completa Horn.

Região pode ter reação tardia

Esse momento positivo da região pode trazer um cenário diferenciado para o futuro. Horn acredita que, com a estabilização da economia e a retomada, pelo fato de que a região ainda segue investindo, mesmo com essa crise que estancou os investimentos em todo o país, o crescimento na arrecadação da região será mais lento em médio prazo. “Como muita gente, no restante do país, está esperando oportunidade para a reação da economia brasileira, e se estruturando para investir, acredito que nossa região acabe sofrendo por conta disso”, relata.

Informações do Jornal da Manhã.

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