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Comitiva da Alep discute situação de escolas de PG

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Quatro escolas estaduais de Ponta Grossa serão alvos de uma audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta quarta-feira, na Câmara Municipal. O encontro dos deputados com diretores, professores, pais e alunos acontece a partir das 19h30 e discute denúncias de falta de estrutura nos colégios Frei Doroteu de Pádua, Gomes do Amaral, Ana Divanir Borato e Iolando Taques Fonseca.

As denúncias incluem salas de aulas improvisadas, superlotação dos colégios e a morosidade em projetos de ampliação. O caso mais grave é o do Colégio Iolando, localizado no Jardim Los Angeles. Por falta de estrutura própria, a instituição funciona de forma itinerante em outros três colégios da cidade.

Segundo diretor Wilson Aurélio Pianaro, 350 alunos precisam se deslocar diariamente da comunidade até o Centro de Ponta Grossa para estudar. “Desde o início deste ano, 14 turmas do 6º ao 9º ano estão dividas entre os colégios Senador Correia, Professor Colares e José Elias da Rocha, o que tem gerado transtornos à comunidade e até evasão de estudantes”, conta.

A situação foi originada pelo aumento da demanda da Escola Municipal Nascimento, onde o Colégio Iolando funcionava até 2014. Para amenizar o problema, a Prefeitura assumiu provisoriamente o transporte dos alunos da rede estadual até o Centro da cidade. Entretanto, os professores enfrentam dificuldades no deslocamento de um colégio para o outro e alinhamento de horários nas aulas itinerantes.

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná em Ponta Grossa (APP), Vera Rosi de Morais, o problema é inaceitável. “Se a gente for fazer uma boa verificação, todas as escolas estão com problemas, mas os problemas maiores são destas quatro, que já passaram o limite da aceitação”, afirma. “Além da Iolando, que é uma escola que não existe, temos o problema da Gomes do Amaral, onde há três anos estão com turmas no ginásio de esporte, em salas dividas por tapumes. Na Frei Doroteu, os alunos estão há nove anos em salas de madeira, com assoalho, teto e fiação cheias de problemas”, aponta.

A assessoria do presidente da Comissão de Educação, deputado Hussein Bakri (PSC), informou que, além de representantes da APP, foram convidadas a secretário de Educação, Ana Seres Comin, e demais autoridades locais. O deputado estadual Péricles Holleben de Mello (PT) confirmou presença no evento. “São problemas graves que se arrastam há anos. Acredito que a cobrança da Comissão junto ao Governo do Estado é fundamental para viabilizar uma solução”, comentou.

Estado aguarda liberação de verbas para realizar obras

Em resposta ao Jornal da Manhã, a Secretaria de Estado de Educação (SEED) informou que aguarda a liberação de recursos do Governo Federal para executar melhorias nas escolas de Ponta Grossa. De acordo com a SEED, os alunos do Colégio Iolando Taques “ocuparão um prédio cedido pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa para o ano letivo de 2016”. O governo garantiu, ainda, que já existe um processo para a construção de um prédio próprio à instituição, através do “Plano de Ações Articuladas do Governo Federal, mas sem previsão de recursos”. A SEED afirmou que não há superlotação de alunos em sala de aula do Frei Doroteu e que “as duas salas de madeira aguardam liberação de recursos para serem reformadas”. Para as escolas Gomes do Amaral e Ana Divanir, o Estado informou que a abertura da licitação também depende de liberação de verbas.

Informações do Jornal da Manhã.

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