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Mudanças no Samu deixam funcionários apreensivos

Alteração de empresas responsáveis pela gestão deixam enfermeiros, médicos e socorristas em meio à disputa empresarial

Funcionários que atuam no Samu estão em meio à disputa empresarial
Funcionários que atuam no Samu estão em meio à disputa empresarial -

Da Redação

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Alteração de empresas responsáveis pela gestão deixam enfermeiros, médicos e socorristas em meio à disputa empresarial

O Consórcio Intermunicipal de Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (CIMSamu) decidiu romper o contrato com a empresa Pró-Ativo Gestão da Saúde e Clínica Médica S.A - a decisão foi tomada nesta segunda-feira (28). O contrato foi assumido em caráter emergencial pela segunda colocada na licitação, a empresa Salva Serviços Médicos de Emergência. As mudanças têm deixado enfermeiros(as), médicos(as) e socorristas que atuam no Samu apreensivos. 

Apesar de um ofício assinado pelo Diretor Geral do Consórcio, Jaime Menegoto Nogueira, garantir que os funcionários deveriam permanecer em seus postos de atuação, nos bastidores há pressão sobre os trabalhadores. Prints obtidos pela reportagem do portal aRede e Jornal da Manhã mostram que representantes da Pró-Ativo pressionam os funcionários para não atuarem para a empresa ‘concorrente’. 

Na prática, a troca de empresas no comando do Samu Regional pouco influiu na gestão do serviço, isso porquê uma empresa acabou contratando toda a equipe da outra e dando continuidade à operação. No entanto, desta vez, há pressão para que os funcionários não compareçam aos plantões, o que poderia configurar, inclusive, omissão de socorro diante do código ético de alguns dos profissionais, como enfermeiros e médicos. 

“Aviso importante. Há grande possibilidade da revisão dessa decisão atual [revogação do contrato]. Quem decidir ficar com a Pró-Ativo pode aguardar em casa que faremos contato. Agradecemos todo o empenho e cooperação até aqui. Vocês foram ótimos profissionais. Formamos um grande time”, diz uma mensagem um comunicado interno da empresa. 

Outra mensagem compartilhada por um representantes da Pró-Ativo prevê a liberação dos funcionários. “Todos os escalados para hoje a noite estão dispensados do plantão, podem ir para casa. Seu salário não será alterado e será pago pela Pró-Ativo, até a rescisão do contrato”, diz o representante em uma mensagem enviada na segunda (28) à noite. 

No mesmo grupo, o mesmo representante acrescenta. “Quem decidir trabalhar para a empresa designada pelo Cimsamu, deve pedir demissão, conforme previsto no contrato de trabalho”, diz também em um grupo de WhatsApp. O mesmo representante ainda defendeu que os funcionários estavam dispensados do plantão e deveriam devolver os uniformes com emblema do Samu, determinação contrária aquela prevista em ofício assinado por Jaime.

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