Governo suspende mandatos de diretores de escolas
Decisão foi informada pelos Núcleos Regionais no final da tarde desta sexta-feira (18) e gerou revolta na comunidade escolar

Decisão foi informada pelos Núcleos Regionais no final da tarde desta sexta-feira (18) e gerou revolta na comunidade escolar
A Secretaria de Educação do Paraná, comandada por Renato Feder, decidiu suspender o mandato de diretores de escolas em Ponta Grossa. A apuração do portal aRede e Jornal da Manhã, mostra que ao menos oito escolas tiveram diretores(as) com os mandatos suspensos.
As fontes consultadas informaram que a suspensão dos mandatos aconteceu diante do fato das escolas não atingirem as metas previstas no sistema de aulas não presenciais. Estima-se que, ao todo, 17 escolas estaduais de Ponta Grossa passaram por processo de intervenção e mudança do diretotes(as).
A decisão da pasta de Renato Feder foi baseada na Resolução 5.085, que prorrogou os mandatos dos atuais diretores(as) até o dia 09 de julho de 2021 - a resolução foi criada diante da impossibilidade de realizar eleições com a pandemia. A apuração feita na manhã deste sábado (19) mostra que houve intervenção nos colégios / escolas estaduais Santa Maria, 31 de Março, Becker e Silva, Regente Feijó (foto), Presidente Kennedy, João Ricardo Von Borell, General Osório e Eurico Batista Rosas.
A Secretaria de Educação não havia emitido nenhuma nota oficial até o começo da manhã deste sábado (19). Sabe-se que a decisão de mudar direções atingiu vários colégios do Paraná.
Diretores do Regente Feijó lamentam decisão
Na manhã deste sábado, a reportagem do Portal aRede e Jornal da Manhã entrou em contato com os diretores do Regente Feijó - o colégio tem um diretor, Hilário Waldmann que estava no cargo há cinco anos, e outros dois diretores auxiliares: Rudnei Abreu, no posto há dois anos, e o professor Carlos Scheibel, no cargo há um ano.
Rudnei atendeu a reportagem do JM / aRede neste sábado para comentar a decisão do Governo do Estado. "A comunidade escolar não recebeu a notícia muito bem, nós já estamos prestando um serviço à comunidade escolar há muito tempo, com o intuito de atender todos os alunos, somos uma escola grande, com um público alvo muito heterogêneo, de todas as regiões da cidade, trouxemos uma perspectiva muito mais humanizada", contou Rudnei.
O diretor auxiliar ainda questionou os métodos de avaliação impostos pelo Governo do Estado. "Nossa gestão não foi só baseada em números, apostamos em uma gestão humanizada. A escola está muito bem estruturada, revitalizados o colégio, temos banheiros modernos e éramos uma das poucas escolas com auto-servimento da cidade", disse.
Rudnei destacou ainda o fato do Regente possuir hoje 11 salas equipadas com retroprojetor e uma estrutura moderna ofertada a alunos e professores. "Tudo que pudemos trazer e melhorar… a gente fez! Fomos colocados em xeque em um período de pandemia, um período de caos", lamentou o docente de carreira.
"A comunidade escolar sabe quem somos, o corpo administrativo sabe quem somos, isso nos acalenta", contou o professor.





















