Governo prioriza PG em projeto de aviação regional

O ministro da Secretaria da Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, confirmou o avanço nos projetos para os aeroportos de Ponta Grossa, Maringá, Cascavel e Guarapuava. Dos 15 aeroportos previstos no Estado do Paraná, as quatro cidades são as únicas na última fase do Programa de Aviação Regional antes da licitação das obras.
A confirmação foi feita pelo ministro em reunião com deputados federais da Bancada do Paraná, que mostraram preocupação com os cortes no orçamento da SAC. Além de garantir a prioridade aos quatro municípios, Padilha assegurou a inclusão das obras no orçamento da União, no valor de R$ 400 milhões, e destacou a importância da regionalização da aviação civil para o governo. “No último trimestre, o aeroporto internacional Afonso Pena (Curitiba) foi eleito o melhor do Brasil, com nota 4,51 de 5. Nosso objetivo é consolidar uma nova infraestrutura portuária, com sustentabilidade operacional e financeira e possibilitar que a população esteja a menos de 100 quilômetros de um aeroporto”, disse.
O deputado federal Sandro Alex (PPS) representou Ponta Grossa durante o encontro e se mostrou otimista com o projeto. “Dos 15 (aeroportos) que estão na relação do programa, apenas um foi considerado inviável. Os outros estão em estudos preliminares e apenas estes quatro, incluindo Ponta Grossa, estão nas fases finais”, explicou. “O ministro reconheceu as dificuldades de recursos, mas ele deixou muito claro que, pelo menos estes quatro, terão orçamento”, completou. Sandro também esteve reunido com o relator do orçamento da União de 2016, Ricardo Barros (PP), para assegurar verbas ao aeroporto de Ponta Grossa. O projeto do Governo Federal está estimado em R$ 50 milhões e prevê a ampliação do Aeroporto Santana, que já está em obras. Os investimentos no local são da própria Prefeitura e devem garantir o início dos voos comerciais no próximo ano.
Deputados cobram regionalização
A reunião foi agendada pela Bancada do Paraná após o Ministério da Fazenda bloquear o orçamento do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) destinado ao Programa da Aviação Regional. Para este ano, estavam previstos R$ 500 milhões em obras de 270 aeroportos de pequeno e médio porte. Mas o governo contingenciou os recursos na tentativa de equilibrar as contas. O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB) criticou o corte. “Se o governo não conseguir concretizar isso (Aviação Regional), o que ele vai conseguir fazer”, questionou. “É o mínimo que ele pode fazer, senão não tem porque haver ministério”, completou. O deputado também destacou a necessidade do investimento nos Campos Gerais. “O aeroporto é um instrumento de desenvolvimento. Aonde se tem linhas aéreas, há maior fluxo de capital. É uma necessidade para Ponta Grossa e região, que por força natural têm um forte processo de industrialização e produção”, disse.
Informações do Jornal da Manhã.





















