‘Décimo terceiro’ injeta R$ 239 milhões em PG

Quase R$ 240 milhões. Esse é o valor injetado, neste ano de 2015, pelo 13º salário na economia ponta-grossense. O valor é referente à gratificação de Natal a ser recebida, até o dia 20 de dezembro, pelos 87 mil trabalhadores formais no município, somados aos R$ 58 milhões pagos pela Previdência Social aos 55,9 mil segurados existentes em Ponta Grossa. A expectativa é de que pelo menos 50% desse valor seja consumido no comércio local (R$ 120 milhões).
O levantamento do impacto do 13º salário na economia ponta-grossense, através no número de empregados formais na cidade, foi revelado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ele levou em conta os 87.312 trabalhadores registrados no mercado formal do município até setembro, que contam com um salário médio de R$ 2.076,13. Com isso, o montante a ser pago em 13º aos trabalhadores formais é de R$ 181,2 milhões, valor 12,6% superior aos R$ 160,9 milhões pago no ano passado – mesmo com uma queda no número de empregados formais. O crescimento foi acima da média estadual, de 11,7%, o que elevou a fatia de participação no 13º estadual (R$ 7,19 bilhões) de 2,46% para 2,52%.
“Esse crescimento ocorreu em função do aumento do valor médio do salário, que variou acima da inflação nos últimos 12 meses. Não caiu tanto o número de emprego quanto a média estadual e o aumento do salario médio fizeram com que aumentasse a participação no munícipio no 13º total do estado”, declara o economista do Dieese no Paraná, Sandro Silva. Ele acredita que um dos motivos da alta nos salários são as novas indústrias que se instalam na cidade.
Nilton Fior lembra que a primeira parcela, paga geralmente até o dia 30 de novembro, é bastante utilizada para quitar dívidas, e que a segunda parcela, paga em dezembro, é mais utilizada para o gasto no comércio e a compra de presentes. “A expectativa é de que, desse valor, no mínimo 50% deve ser gasto no comércio de Ponta Grossa. Sabemos que uma parte já está comprometida para o pagamento de dívidas, mas, com isso, há a regularização da situação e a pessoa pode realizar novas compras no mercado local”, diz.
O vice-presidente da Associação Paranaense de Supermercados, Cesar Moro Tozetto, acredita que o segmento das compras de maior valor (automóveis, viagens internacionais) não terá um Natal positivo; ao contrário do setor mercadista, que deverá manter as vendas do ano passado ou obter um leve crescimento real. “Imaginamos que devemos ter um Natal de razoável a bom. As pessoas não vão deixar de fazer o Peru de Natal ou tomar sua cerveja no final do ano”, destacando a característica agrícola da região, que sofre um impacto menor da ‘crise’.
Montante pago cresce na região
O Dieese também divulgou o impacto do 13º em outros três municípios da região. Depois de Ponta Grossa, o município que será mais impactado com a gratificação é Telêmaco Borba, um total de R$ 39 milhões, pagos aos 17,7 mil trabalhadores com carteira assinada. Na sequência aparece o município de Castro, onde os 16,7 mil trabalhadores formais receberão um total de R$ 31,9 milhões em gratificação; e o município de Irati, que terá um impacto de R$ 19,8 milhões, através dos 12 mil trabalhadores com carteira assinada.
Informações do Jornal da Manhã.





















