Empresa propõe usina de lixo de R$ 70 mi para PG

A multinacional Interport apresentou um projeto de aproximadamente R$ 70 milhões para transformar o lixo coletado em Ponta Grossa em energia elétrica. A proposta da usina foi detalhada pelo representante do grupo, Gilmar Zanatta, em audiência pública realizada na Câmara Municipal.
Organizada pela Secretaria de Meio Ambiente, com participação do Ministério Público do Paraná (MP), a reunião discutiu tecnologias para substituir o Aterro do Botuquara no tratamento de resíduos no município. Com 270 toneladas de lixo por dia, o local está esgotado e uma quinta célula foi construída para receber a coleta provisoriamente.
Segundo Zanatta, a usina projetada pela Interport precisaria de 200 toneladas diárias de lixo para operar em capacidade máxima. No Brasil, empreendimento semelhante já está em andamento em 24 municípios e vai atender o Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap), em São Paulo. Além da Civap, o Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas estuda a tecnologia. Os investimentos da Interport na transformação de resíduos em energia também abrangem países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Japão.
Pelo setor privado, a multinacional foi a única a apresentar propostas na audiência promovida pela Prefeitura. Entretanto, o secretário do Meio Ambiente, Valdenor Paulo Cenoura, disse que outras empresas já procuraram o Governo Municipal e devem apontar soluções ao problema do lixo em Ponta Grossa. “Existem empresas de outros países interessadas nesta questão e estamos agendando uma data para a exposição do projeto”, afirmou. Cenoura também destacou que a definição sobre a destinação do lixo vai depender de uma licitação que será aberta. “Ainda não há nada definido, apenas a tecnologia de tratamento térmico, que seria a mais adequada conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos para o tratamento”, completou. A decisão sobre a tecnologia que será usada atende a compromisso assumido junto ao MP.
Entidades defendem novo aterro
Durante a audiência pública, entidades questionaram a proposta da usina para tratamento do lixo e defenderam a construção de um aterro sanitário em Ponta Grossa. O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema) considerou, ainda, a discussão sobre a tecnologia precipitada. “Nós defendemos que, primeiro, seja executado um programa para a coleta seletiva e reaproveitamento para reduzir no máximo a geração de resíduos. Depois disso é que se deve discutir a destinação. Mas, a princípio, acreditamos que um aterro sanitário público seja o melhor caminho”, afirmou.
Informações do Jornal da Manhã.





















