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Homem é condenado a 19 anos após matar por ciúmes

Crime aconteceu no início de 2019 em Ponta Grossa. Florisvaldo Galvão, 34, foi morto com requintes de crueldade; seu corpo foi encontrado próximo a um arroio, parcialmente carbonizado

Wellington Costa Machado foi detido pela Polícia Civil um dia depois do crime
Wellington Costa Machado foi detido pela Polícia Civil um dia depois do crime -

Fernando Rogala

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Crime aconteceu no início de 2019 em Ponta Grossa. Florisvaldo Galvão, 34, foi morto com requintes de crueldade; seu corpo foi encontrado próximo a um arroio, parcialmente carbonizado

Wellington Costa Machado foi condenado a 19 anos de prisão após matar outro homem em Ponta Grossa. O crime aconteceu na madrugada do dia 23 de fevereiro de 2019. A vítima, Florisvaldo Galvão, de 34 anos, foi encontrada já sem vida pela manhã em área de mata, nas proximidades do arroio que faz a divisa entre o Jardim Maracanã e a Vila Cristina. O assassinato ocorreu com requintes de crueldade: a vítima foi agredida, principalmente na cabeça, e teve parte do corpo queimada. Na ocasião, a namorada do condenado, o qual foi detido já no dia seguinte, confessou aos policiais que ele seria o autor do assassinato.

O julgamento ocorreu na última quinta-feira (10 de dezembro), e de acordo com a sentença assinada pelo Juiz Presidente Luiz Carlos Fortes Bittencourt Juiz Presidente, o réu foi condenado como incurso nas sanções do delito de homicídio qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima (art. 121, § 2º, III e IV, do Código Penal), e absolvido em relação aos delitos de vias de fato e furto qualificado. Na sentença, também absolvidos os réus Diego Betim do Prado e Jefferson Douglas Rodrigues Lopes.

Conforme a decisão judicial, o mínimo legal da pena seria de 12 anos, mas como Wellington Costa Machado ostenta maus antecedentes, já condenado definitivamente pela prática de roubo, a pena foi elevada em 1/8, ou seja, dois anos e três meses, totalizando 14 anos e três meses.  E, de acordo com o Código Penal, como o Conselho de Sentença reconheceu que o delito foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e o acusado é reincidente, a pena foi elevada em mais um terço, totalizando quatro anos e nove meses, totalizando uma pena de 19 anos.

De acordo com a sentença, pela a gravidade do crime e real periculosidade evidenciada, o réu continuará preso, em regime fechado.

Também participaram da sessão o promotor de Justiça Rafael Muzy Bittencourt, e defensores constituídos: Gabriel Kopplin Carrilho  (do réu Wellington), Luis Carlos Simionato (do réu Jefferson) e Eloisa Amanda De Souza (do réu Diego)

Relembre o caso

Testemunhas disseram ter ouvido uma discussão durante a madrugada, mas não souberam identificar os envolvidos. Os policiais conseguiram localizar um suspeito que mora perto daquele local e, durante a abordagem, perceberam o nervosismo dele. Dentro da residência, foi encontrado um galão de gasolina e uma bermuda com manchas de sangue.  Ele negou envolvimento no crime, mas sua namorada confessou aos policiais que Machado participou do homicídio “pois teria ficado com ciúmes, alegando que a vítima estava olhando muito para sua namorada”, segundo a polícia. Ainda na casa do suspeito, foi encontrado o aparelho celular que pertencia a Galvão.

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