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Donos de postos alertam para falta de combustível

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Fernando Rogala

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A greve dos petroleiros, aliada à greve dos caminhoneiros, começa a trazer insegurança no mercado de combustíveis em Ponta Grossa. Com a falta do líquido em algumas distribuidoras no Paraná no início desta semana, há o temor de que a gasolina, o etanol e o diesel possam começar a faltar nos estabelecimentos nos próximos dias.

O empresário do setor em Ponta Grossa, Mário Bittencourt de Oliveira, do Posto Triângulo, relata que a possibilidade de desabastecimento é real. “A ameaça de falta de combustível é bastante séria. Com a greve dos petroleiros, a Petrobras está regulando para as distribuidoras, em quota diária. E há a greve dos caminhoneiros, que por enquanto é só os autônomos, mas deve ficar maior”, relata.

Ele explica que duas distribuidoras localizadas em Curitiba já estavam sem combustível nesta segunda. “Já está precário desde ontem [segunda]. Uma distribuidora não tinha combustível e outra também não. Outras estão com quotas diárias. E, se agravar a greve dos caminhoneiros, aliado com essa greve dos petroleiros, vamos ter problema”, declara o empresário.

Geraldo Fanchin, sócio-proprietário do Posto Rio Branco, explica que ainda não há a falta de combustíveis. Ontem mesmo o caminhão que abastece o posto não enfrentou problemas no transporte. Mas reconhece que há a possibilidade do desabastecimento em poucos dias, caso a greve seja ampliada. “A diferença é que os grevistas estão se concentrando na saída das refinarias, para dar um resultado mais efetivo nas reivindicações deles, mas, por enquanto, nosso caminhão esta carregando normalmente. Agora, se concretizar, em dois ou três dias o estoque acaba no Paraná e em Ponta Grossa, pegando a média da greve passada”, diz.

Como prevenção, Bittencourt afirma que alguns de seus clientes já estão mantendo o tanque cheio. “Não estão fazendo estoque de combustíveis, mas quem depende de combustível para trabalhar, como autoescolas, e outros, já estão mantendo o tanque cheio, porque sabem que poderá ser sério”, informa.

Etanol sobe R$ 0,50 em 12 dias

O preço do etanol passa por constantes altas. Se há menos de dois meses, em meados de setembro, o litro desse combustível era vendido a R$ 2,09, em média, em Ponta Grossa (em alguns postos ainda era possível encontra-lo a R$ 1,99), agora é encontrado por R$ 2,78 – alta de 39%. E o preço não para de subir. “Está quase igual ao dólar, todo dia é alterado. Em 12 dias subiu cinquenta centavos. No sábado, por exemplo, fiz um pedido para segunda, e, para confirmar o pedido, saiu R$ 0,10 mais caro”, diz Bittencourt, afirmando que a elevação ocorre por parte dos usineiros, que estão repondo as perdas neste momento de instabilidade do governo. “Falam que um novo aumento está por vir, e que a gasolina deve chegar ao final do ano a R$ 4,00 e o etanol a R$ 3,00. Não sabemos onde isso vai parar, para nós é péssimo porque as vendas caem”, completa Fanchin.

Informações do Jornal da Manhã.

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