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Câmara cobra prestação de contas da Münchenfest

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Um ano após ser terceirizada, a Münchenfest voltou à discussão na Câmara de Ponta Grossa. Além do possível uso da máquina pública no evento, os vereadores cobraram informações sobre a arrecadação e gastos da 25ª München.

Os questionamentos são conduzidos pelo líder do Bloco da Família, Pastor Ezequiel Bueno (PRB), e o vereador Antônio Laroca neto (PDT), que solicitou relatórios e notas fiscais da empresa Adonai Cobertura Estrutural e Eventos Ltda., vencedora da licitação para a realização do evento.

Segundo o contrato junto ao Governo Municipal, a empresa seria obrigada a entregar um relatório descritivo detalhado em, no máximo, 120 dias após a festa à Comissão Fiscalizadora da Prefeitura. Entretanto, em resposta a requerimento do Legislativo, o governo encaminhou apenas ‘o fluxo de caixa resumido onde demonstra os gastos e receitas obtidas com o evento’. “As informações são insuficientes, não anexaram as notas fiscais de nenhuma das despesas e serviços contratados”, afirmou o vereador Laroca, autor do pedido de informações.

No relatório enviado pela Prefeitura, não há registros de pagamentos do aluguel, energia e conta de água do Centro de Eventos de Ponta Grossa. O documento comprova, ainda, a participação da Guarda Municipal na segurança da München, que seria de responsabilidade exclusiva da Adonai conforme contrato firmado com a Prefeitura e, ainda, recomendação administrativa do Ministério Público (MP). Os vereadores pretendem obter mais informações sobre a participação do Poder Público na festa. “O trabalho (da polícia) não é atender festa particular. As pessoas que são responsáveis que contratem segurança”, criticou Pastor Ezequiel Bueno, durante a sessão desta segunda-feira. O Jornal da Manhã tentou contato com a Adonai, mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.

Inquérito segue em trâmite no MP

A terceirização da Münchenfest a partir de 2014 atende à recomendação expedida pela Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, através de inquérito que apura possível improbidade administrativa na 24ª edição do evento. Devido à complexidade do caso, a investigação já dura mais de um ano no Ministério Público do Paraná (MP). Entre as irregularidades já apontadas pelo MP estão os contratos da Fundação Municipal de Turismo à Versus Produções Artísticas, de propriedade de Iran Taques, e os valores pagos pelos shows. Responsável pelas apresentações deste ano, Taques disse não ter conhecimento de qualquer irregularidade nem da investigação do MP. “Em nenhum momento fui questionado sobre isso”, garantiu.

Informações do Jornal da Manhã.

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