Evento reúne grupos de dança de pessoas com deficiência

Nos dias 6 e 7 de novembro, Ponta Grossa vai receber o Encontro Para-Dançar, com realização do Ministério da Cultura, que estimula a prática da dança em todos os seus estilos incluindo a manifestação de corpos com deficiência física ou intelectual. O tema vem ganhando espaço e força com a abertura para a discussão da inclusão de deficientes na sociedade em programas de grande audiência da mídia, que cumprem seu papel e mostram que as limitações não são empecilhos para executar muitas atividades consideradas comuns para a maioria das pessoas, entre elas, a dança.
O Encontro Para-Dançar é um evento que reúne dançarinos, professores, coreógrafos e empreendedores, que praticam, trabalham e/ou incentivam a dança realizada por pessoas com deficiências físicas e/ou intelectuais, com a intenção de promover atualização profissional por meio de uma programação formada por apresentações artísticas, oficinas e debates, ambientados em espaços adequados e democráticos. Para tanto, o Encontro reúne sete grupos de dança do país, que possuem em seu elenco bailarinos com deficiências físicas e intelectuais, em diferentes graus.
“A ideia é que haja contato entre artistas nos dois dias, fomentando a dança enquanto manifestação de arte democrática, que insere pessoas com necessidades especiais no meio dança”, explica o idealizador e curador do projeto, Jorge Schneider. O Encontro Para-Dançar conta com o patrocínio da Beaulieu do Brasil e da UEPG Araucária, com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, FunTur e Fundação Proamor.
As companhias participantes do Encontro são: Corpo em Movimento, de Niterói (RJ); Gira Dança, de Natal (RN); Cia SuperAção, de Castro (PR); Grupo Segue, de Joinville (SC); Todo Mundo Dança, de Curitiba (PR); Guerreiros, de Curitiba (PR) e Sem Limites, de Ponta Grossa (PR). Tratam-se de grupos profissionais e amadores, que apresentarão coreografias de diversos estilos. “Essa variedade de perfis artísticos e pessoais torna não só o Encontro democrático, mas mostra que a dança é inclusiva e se mostra diferente, de acordo com a eficiência de cada bailarino”, explica Schneider.
Sobre a iniciativa
Tudo começou com o Grupo Sem Limites, de Ponta Grossa, formado por bailarinos com deficiência. Eles eram subsidiados pela Prefeitura local e o Encontro surgiu para divulgar o trabalho deles e compartilhar essa iniciativa com outros grupos, de outras cidades. O Sem Limites precisou interromper suas atividades, mas deixou um espaço para discussão aberto, ocupado a 3 anos pelo Encontro que agora pretende incentivar o retorno do grupo de Ponta Grossa.
Sua primeira edição aconteceu em novembro de 2012 e reuniu grupos de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná no “Centro Esportivo para Pessoas com Deficiência Jamal Farjallah Bazzi” em Ponta Grossa. Em 2013 o evento saiu de sua sede e realizou apresentações nas ruas, oficina nas dependências da APAE e palestra para alunos do curso de fisioterapia. A iniciativa do Encontro Para-Dançar chamou a atenção e, em 2016, deve acontecer em Stuttgart, na Alemanha
Informações da assessoria.





















