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Balança comercial alcança superávit de R$ 2,44 bi

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Fernando Rogala

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A balança comercial de Ponta Grossa mantém o saldo positivo neste ano de 2015. Entre os meses de janeiro a outubro o comércio exterior apresenta um superávit de US$ 644,67 milhões (ou R$ 2,44 bilhões, se convertido a R$ 3,799, valor de fechamento do dólar comercial ontem). Tal valor já é maior que o superávit da balança comercial do ano passado, que totalizou US$ 640,73 milhões na soma dos 12 meses. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Comparado com o mesmo período no ano passado (janeiro a outubro), quando o saldo era de US$ 561,8 milhões, a balança apresenta um superávit 14% maior. Esse valor é resultado da subtração dos US$ 354,8 milhões importados dos US$ 999,5 milhões exportados neste ano. Cabe destacar, no entanto, que tanto as exportações quanto as importações caíram em relação ao ano passado: o valor do envio de produtos ao exterior caiu 6,19%, enquanto que a aquisição de produtos de outros países apresentou uma retração de 29,5%.

Apesar da queda nas exportações, Ponta Grossa apresenta um destaque ainda maior no ranking das exportações brasileiras. Até o momento, a cidade foi a 32ª do país que mais exportou, quarta do estado – o município fechou o ano passado na 43ª posição no ranking. No saldo da balança comercial destaca-se ainda mais, ocupando a 27ª posição no ranking nacional e a 3ª no estadual, atrás apenas de Paranaguá e Maringá.

O professor do Departamento de Economia da UEPG, Alex Sandro Souza do Carmo, destaca que dois fatores justificam esse crescimento no saldo da balança. “Com uma queda nas exportações, o que explica a balança mais positiva é um decréscimo ainda maior das importações. Elas caíram devido à recessão da economia brasileira, em que as empresas começam a importar menos porque vendem menos; e ao aumento da taxa de cambio – para comprar um dólar precisa de quatro reais, o que torna produto importado mais caro”, declara.

Para ele, apesar do crescimento do superávit, a queda dos dois itens não é positivo. “Retração nunca é boa. Se espera que a economia cresça e gere renda. Quando as exportações crescem, a empresa vende mais e contrata mais, gasta mais dinheiro na economia, e isso gera um ciclo virtuoso”, conclui.

Soja representa 70% das vendas

O produto mais exportado pelo município segue sendo a soja e seus derivados. O produto ‘in natura’ ou já processado corresponde a mais de 70% das exportações do município. Na sequência aparecem as exportações de embalagens, açúcares, milho e cervejas de malte. Destaque, neste ano, para as exportações de trigo, que eram inexistentes até outubro do ano passado e neste ano já somam US$ 6,9 milhões – fruto do investimento da intercooperação no Moinho Colônia Holandesa. O principal parceiro comercial de Ponta Grossa nas exportações é a China, seguida pelo Irã e pela Índia.

Informações do Jornal da Manhã.

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