Lago de Olarias preocupa as entidades e pauta debate | aRede
PUBLICIDADE

Lago de Olarias preocupa as entidades e pauta debate

Imagem ilustrativa da imagem Lago de Olarias preocupa as entidades e pauta debate
-

A Rede

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O Projeto Lago de Olarias ganhou destaque, desde a última semana, no debate política de Ponta Grossa. A participação do deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) nas discussões levantadas por entidades sociais irritou o Governo Municipal, que elencou as obras como prioridade de gestão.

Pauliki faz coro aos questionamentos do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) e Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), que cobram informações sobre os impactos ambientais da obra à Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS) do município.

A principal preocupação das entidades é a poluição dos arroios que irão desembocar nos lagos em construção. “Existem três arroios que se encontram e que estão muito poluídos naquela região. O que defendemos é que, antes que a obra seja construída, as águas sejam tratadas para que o Lago não vire um grande esgoto a céu aberto”, afirma Pauliki. O parlamentar destaca, também, a sedimentação da área que será alagada. “Naquele local, durante muitos anos foram depositados resíduos. Segundo estudos de técnicos do Comdema, os sedimentos orgânicos deveriam ser retirados antes da formação do Lago”, explica.

Elaborado na gestão do ex-prefeito Péricles Holleben de Mello (PT), o projeto foi retomado pela Prefeitura em junho do ano passado. Segundo a proposta, os lagos devem contribuir para a contenção de enchentes, mobilidade urbana, com a ligação entre bairros, e lazer. Ao todo, a obra custará R$ 25 milhões. Na primeira etapa executada pela ARAS, R$ 1,5 milhão foram investidos no projeto.

O presidente da ARAS, Márcio Ferreira, nega irregularidades no Lago de Olarias. De acordo com Ferreira, a posição de Pauliki junto às entidades seria política. “As obras continuam normalmente. O Lago será nosso principal ponto turístico e a intenção é que seja nível dois, melhor do que o Parque Barigui, que é nível três”, diz o presidente, em referência à classificação do Arroio de Olarias. “A posição do deputado é política, ele é contra à construção do Lago e já disse isso”, aponta Ferreira.

Sobre os relatórios de monitoramento da água solicitados pela Acipg e Comdema, o presidente da ARAS diz que “as licenças ambientais estão em protocolos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”. “Quem quiser informações é só ir até lá e fazer a solicitação”, alega Márcio Ferreira.

Entidade cobra relatórios da ARAS

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) vai reenviar o requerimento de informações sobre a qualidade do Arroio de Olarias à Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS). Em setembro, a Câmara Técnica do Meio Ambiente (CTMA) cobrou relatórios de monitoramento da água, conforme parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), entre outros dados sobre a obra. Os relatórios não foram apresentados e, em resposta, o presidente da ARAS, Márcio Ferreira, reconheceu não seguir os parâmetros da entidade federal. Segundo o ofício de Ferreira, o monitoramento teria sido feito pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). “Esta Agência se ampara na licença de instalação, que, em suas condicionantes, não exige tais proposições”, informou. Sem os documentos, a CTMA da Acipg afirmou que continuará em busca de diálogo com a ARAS. “Vamos enviar novamente os ofícios”, disse.

Comdema

Além da Acipg, o Comdema também solicitou as licenças ambientais e relatórios da qualidade da água à ARAS. Sem respostas, os conselheiros preparam uma audiência pública para este mês, onde serão convidados os técnicos da agência para discutir o projeto do Lago de Olarias. A reunião do Comdema deve acontecer na última semana de novembro.

Informações do Jornal da Manhã. 

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right