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Nova cadeia de PG está com 40% das obras concluídas

Ações não foram paralisadas durante a pandemia e novo espaço tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2021

Ações não foram paralisadas durante a pandemia e novo espaço tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2021
Ações não foram paralisadas durante a pandemia e novo espaço tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2021 -

Gabriel Sartini

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Ações não foram paralisadas durante a pandemia e novo espaço tem previsão de entrega para o primeiro semestre de 2021

A pandemia do coronavírus não interferiu no andamento da construção da nova cadeia pública de Ponta Grossa. Os trabalhos continuam a todo o vapor, de acordo com a Secretaria Segurança Pública do Paraná (Sesp), e o prédio já está com 40% das obras concluídas, dentro do cronograma previsto pelo governo do Estado. Iniciada em setembro do ano passado, a unidade prisional deve ser entregue ainda no primeiro semestre de 2021.

Em nota encaminhada ao Portal aRede e ao Jornal da Manhã, a Sesp informou que a obra não precisou ser paralisada em nenhum momento por conta da pandemia do coronavírus e também reforçou que não houve nenhum aditivo no orçamento. O prédio vai custar R$ 19,4 milhões com recursos estaduais e federais e faz parte do projeto do governo estadual de ampliara infraestrutura carcerária no Paraná. Em Ponta Grossa, a nova unidade prisional abrirá 752 novas vagas, o que deve desafogar a situação crítica da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, que há anos sofre com a falta de estrutura e a superlotação.

A obra é realizada no terreno ao lado da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG) e a nova cadeia da cidade terá uma área com pouco mais de 6,8 mil metros quadrados. A estrutura em Ponta Grossa vai contar com dez módulos, sendo quatro espaços de vivência coletiva e seis de vivência individual; área destinada para visitas íntimas; local de assistência à saúde; e cobertura para visitantes.

Um dos objetivos da ampliação do sistema carcerário no Paraná é reduzir o número de presos que ficam nas carceragens de delegacias, o que também acaba prejudicando trabalho da Polícia Civil. Em julho deste ano, eram aproximadamente 5 mil detentos nessas condições, sendo que mais da metade é formada apenas por presos provisórios. Essa situação inviabiliza o adequado tratamento penal e o trabalho regular da Polícia Civil de investigação de crimes, e coloca os agentes para cuidar dos detentos.

Unidades estão sendo construídas em outras cidades

Outras três cadeias públicas estão sendo construídas no Paraná seguindo o modelo de Ponta Grossa. São unidades em Guaíra, Foz do Iguaçu e em Londrina. Os quatro espaços seguem o mesmo padrão, ofertando individualmente 752 vagas. Somados, os complexos podem abrigar até 3.008 detentos. As novas unidades são parte de um programa de 15 obras, entre construções e ampliações, para o sistema prisional estadual. Quando concluídas, serão em torno de 7 mil novas vagas. O Depen Paraná fará concurso público para contratação de agentes penitenciários para atender essa demanda.

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