Caminhoneiros anunciam nova onda de protestos

O setor de transportes deve parar pela segunda vez neste ano em todo o Brasil. Está marcada para o dia 9 de novembro (segunda-feira), uma nova greve nacional dos caminhoneiros. A manifestação foi anunciada neste domingo pelo Comando Nacional do Transporte, em nota assinada pelo líder do comando, Ivar Luiz Schmidt. A pauta contempla algumas das reivindicações já discutidas nas manifestações de março (greve que teve o Comando Nacional como um dos principais líderes) e outras duas, buscando melhores condições de trabalho para os caminhoneiros.
Entre essas reivindicações estão a redução de preço do óleo diesel; a criação do frete mínimo; a anulação das multas das manifestações anteriores; a reserva de mercado de 40% nas cargas onde o governo é agente pagador; a aceitação do refinanciamento por todos os bancos; o respeito às decisões do fórum do transporte que foi criado; a liberação de crédito com juros subsidiados, no valor de R$ 50 mil, para transportadores autônomos; a regulamentação da profissão de motorista, com aposentadoria aos 25 anos de contribuição e salário unificado em todo território nacional, bem como gratificações; e o fator previdenciário permanecer em 1% para as empresas de transporte de cargas.
“Essa decisão do nosso movimento se ampara principalmente no fato de que o governo não atendeu reivindicações fáceis de serem atendidas, como, por exemplo, a anulação das multas referentes à manifestação passada”, disse Schmidt, na nota. Segundo ele, a manifestação agora conta com o apoio de movimentos nacionais, como o ‘Movimento Brasil Livre’ e o ‘Vem Pra Rua’.
Neori Leobet ‘Tigrão’, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Região, no entanto, diz que essa manifestação não representa a categoria. “Esse pessoal que está se intitulando como ‘liderança’ quer só se aproveitar do momento de crise. São todas pautas que reivindicamos há dez anos”, diz. Segundo ele, são os sindicatos, que têm conhecimento da categoria há vários anos, que lutam pela classe com mais prioridade. “Não podemos deixar que o caminhoneiro pare na beira da estrada e seja multado. Não queremos isso para ninguém. Se for para ter paralização, tem que ter pauta, discutir com os caminhoneiros e levar ao ministro e ao conhecimento da presidência”, completa, relatando que participa, nesta quarta, em Brasília, do Fórum Nacional Permanente do Transporte.
Estado descumpre Lei Federal
O Paraná passou a descumprir a ‘Lei dos Caminhoneiros’, aprovada neste ano. Desde o mês passado, os postos de pedágio voltam a cobrar pelo eixo suspenso dos caminhões. Em seu discurso no Plenário, na semana passada, o Deputado Federal Sandro Alex afirmou que irá pedir ao Advogado Geral da União para que se manifeste e possa dar cumprimento à lei, já que não havia a previsão nos contratos iniciais para a cobrança do eixo suspenso. “O Estado está descumprindo através da Agepar, mas vamos reivindicar nossos direitos. O Sindicato entrará com um mandato de segurança contra o Secretário”, completa Tigrão.
Informações do Jornal da Manhã.





















