Samba do Trilho comemora seis meses de música autoral

“Vem cá, parceria/ Acendeu a vela / Nessa companhia / A vida é bela”. Enquanto o miolo da roda canta os versos da canção de abertura, os outros respondem com “isso é samba, piá”. Assim começa cada encontro do Samba do Trilho, que comemora nessa segunda-feira, 26, seis meses promovendo músicas inéditas na Estação Arte. O Samba do Trilho é organização independente que conta com o apoio da Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Cultura. A atividade começa às 20h, na Estação Arte, e tem entrada gratuita.
Sob a luz de um simpático cronômetro – uma vela – a música autoral tem se tornado um hábito entre ponta-grossenses e reúne mais de 50 participantes nessas noites de segunda-feira. Os compositores são as estrelas do encontro. Na última roda, apresentaram-se 10 canções autorais nas mais variadas vertentes do samba e em fusão com outros estilos musicais, como o rap.
Para o jornalista Ben-Hur Demeneck, que faz a direção executiva da roda, “o segredo desse sucesso é sempre respeitar a inteligência do público, saber que ninguém mais suporta ouvir músicas que só tratam as pessoas como consumidores”. E continua: “a cada encontro os compositores se superam e encantam o público com referências que batem forte na identidade e nos sentimentos mais profundos. Não tem como não cantar junto”.
“A energia está tão forte que quem vai lá percebe a nossa mensagem: ter uma boa acústica é bom, mas cantar música autoral em grupo é bem mais importante”, observa o músico Fabrício Cunha, que faz a direção artística do Samba do Trilho. O comentário faz referência à escolha da Estação Arte, que possui localização central e é uma referência no patrimônio ferroviário, mas está longe de ter uma boa acústica. A Estação é um dos sinais da parceria entre organização independente do Samba do Trilho com a Fundação Municipal de Cultura.
Com Lápis chega a vez do Paraná
Lápis era o apelido de Palminor Rodrigues Ferreira (1942-1978), compositor curitibano que movimentou as noites da capital nos anos 1960 e 1970. Ele será o tema de homenagem da roda de samba da segunda-feira com a participação de jornalista, compositor e jurado do FUC deste ano Luciano D’Miguel, que virá especialmente de Foz de Iguaçu (PR) para o encontro.
“Onde ela mora”, “Silêncio”, “Dia de Arlequim” e “Lençol de Flores” integram o repertório da homenagem do oitavo encontro, a ser cantado após as músicas autorais. Lápis irá simbolizar a força de quem fez e faz música autoral para movimentar a própria cidade. Para contemporâneos de Lápis, enquanto outros músicos e compositores faziam um samba quadrado em Curitiba, ele brilhava com muito balanço e lindas melodias.
Como participar da roda
Qualquer compositor de samba pode participar. Basta levar 30 cópias das letras das músicas e chegar 30 minutos antes do começo da roda, para passar a música com os organizadores. Estreantes são muito bem-vindos. A roda de samba possui um encontro por mês. O público tem entrada franca. Sob o esquema da colaboração espontânea, é passado um chapéu a fim de fazer caixa para manutenção da roda de samba.
Informações da assessoria.





















