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Projeto quer transformar PG em polo de tecnologia

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Fernando Rogala

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Transformar Ponta Grossa em um município referência nacional no setor tecnológico, sendo polo no âmbito de conhecimento e inovação, e com de indústrias de tecnologia de ponta. Esses são os principais objetivos de um projeto desenvolvido pelo Professor André Hekermann Buss, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Com baixo custo de implantação, o setor de ciência e tecnologia pode ser fomentado, através do desenvolvimento de uma Feira Nacional de Apresentação de Novas Tecnologias e Eventos, da criação do ‘Museu do Invento e da Tecnologia’ e de Hotéis Tecnológicos. O projeto foi ‘encomendado’ pelo deputado Márcio Pauliki e pelo Vereador Antonio Laroca Neto.

A ideia é trabalhar junto com o desenvolvimento do Parque Ecotecnológico, de modo que, dentro de três anos, novos empregos possam ser gerados e centenas de projetos da região oportunizados. “Nesse período deverá haver a consagração da feira, o fortalecimento das instituições locais de ensino, o ganho no setor de hotelaria e comércio com o turismo, e atrair empresas com tecnologia de ponta. O alto potencial de ciência e tecnologia, com pessoas qualificadas, gera potencial de atração”, resume Buss. Para facilitar esse processo, há a intenção de que a Secretaria de Educação seja readequada para se tornar ‘Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação’, para reduzir os custos de implantação.

O museu da tecnologia irá abrigar os projetos que não forem comercializados e não enquadrados na incubadora, sendo atrativo turístico. “A função é divulgar esses trabalhos e buscar parceiros para viabilizá-los. A ideia é que o museu não fique parado, mas que possa potencializar esses projetos”, completa. Os hotéis tecnológicos (considerados uma pré-incubadora) oferecem estrutura para os inventores, e possibilitarão que os projetos fiquem incubados por tempo determinado. Já a Feira Nacional será um evento para trazer novidades e protótipos, subdividida em áreas específicas de atuação, como segmentos de agronegócio, têxtil, engenharia, entre outros, permitindo apresentação e venda de patentes. “Queremos fortalecer as incubadoras de tecnologia”, completa.

Para viabilizar, reuniões serão realizadas com possíveis apoiadores. A ideia é de que a estrutura seja implantada no próprio Parque Ecotecnológico. “Em breve vamos ter reuniões com o Sebrae, Caixa, empresas e com a Acipg, para firmar parceria. A Caixa tem um fundo de investimento para isso. Estaremos também conversando com o Secretário João Carlos Gomes, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, para buscar verbas”, completa. A intenção é também buscar apoio do Governo Federal.

Setor completará a economia de PG

Para o deputado estadual Marcio Pauliki, o fomento do setor tecnológico é necessário em Ponta Grossa para completar a cadeia de desenvolvimento econômico do município. “Nos estamos recebendo muitos investimentos na área industrial. Isso é muito importante, porque a indústria traz empreendimentos comerciais. Agora, precisamos também ter uma cidade competitiva, e para isso ter um polo tecnológico é de extrema importância, porque atrai a nova geração”, declara. Ele lembra que o Polo Tecnológico, além de trabalhar de forma ‘limpa’, demanda de mão de obra especializada, elevando a renda média na cidade. “Fomentar esse tipo de iniciativa é o que atrai aquelas empresas que são de tecnologia, que desenvolvem sistemas, então precisamos ter isso em Ponta Grossa”, completa.

Obras no Parque deverão terminar em março de 2016

As obras de infraestrutura Parque Ecotecnológico estão paradas no momento. Elas deverão ser retomadas no início do próximo ano e a perspectiva é de que elas sejam concluídas até março, quando as oito empresas que já receberam as áreas poderão iniciar as obras de suas estruturas. “Conseguimos dar um bom encaminhamento na parte de base, mas tivemos que tirar as máquinas para trabalhar no aeroporto. Mas assim que sejam retomadas, a previsão é de que em até 60 dias as duas principais ruas estejam asfaltadas”, informa o Secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar. O investimento na pavimentação será superior a R$ 500 mil.

Informações do Jornal da Manhã.

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