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Crise fecha mais de mil postos de trabalho em PG

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O município de Ponta Grossa registrou mais uma baixa no mercado de trabalho no mês de setembro. Com 2.411 admissões, contra 2.706 desligamentos, foram fechados 295 postos de trabalho no mês passado. Se essa quantia for acrescentada no acumulado do ano, agora são 1.055 vagas fechadas entre janeiro e setembro, número que cresce para 1.313 baixas no acumulado de 12 meses (outubro de 2014 a setembro deste ano). As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Os números contrastam com os registrados no mesmo período no ano passado. Em setembro de 2014, por exemplo, foram abertos 621 postos com carteira assinada, sendo 253 apenas no comércio – setor o qual, no mesmo mês neste ano, apresentou um saldo de 55 demissões. Até setembro do ano passado tinham sido gerados 2.625 postos de trabalho e, em um ano, de outubro de 2013 a setembro de 2014, 2.719 postos. Ou seja: quase metade dos postos de trabalho gerados neste período entre 2013 e 2014 já foram perdidos.

No acumulado do ano, o setor que apresenta maior retração é o comércio, com 1.037 vagas fechadas, que é reflexo das 387 fechadas na indústria. Apenas três, dos oito segmentos da economia detalhados, estão positivos: a administração pública que gerou 448 vagas, serviços de utilidade pública (52) e construção civil (11). O Paraná fechou 8,4 mil vagas em setembro e acumula 14,4 mil excluídos do mercado de trabalho, enquanto que o Brasil contabiliza 657,7 mil demissões em 2015, considerado o primeiro negativo para os nove primeiros meses do ano desde o início da série histórica divulgada pelo Ministério do Trabalho, em 2002. Entre as principais cidades, apenas Foz do Iguaçu que gerou novos postos (2), já que Cascavel (-127), Londrina (-281) e Maringá (-518) registraram mais demissões que admissões.

Mauro Carvalho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, reconhece que este é um dos setores industriais que mais sofre com a crise. Segundo ele o mercado apresentou uma leve reação, mas que continuou com as demissões, e o setor contabiliza 1,3 mil postos fechados em toda a região de abrangência do sindicato. “E há muitos trabalhadores que já receberam as cinco parcelas do seguro-desemprego e que não conseguir retornar mercado de trabalho, comprometendo a questão básica da estruturação da família”, diz.

‘Temporários’ serão reduzidos

O comércio, setor que gera muitos empregos temporários no final do ano, com a aproximação da principal data em vendas para o setor, também não está otimista para contratar. De acordo com a Acipg e o Sindilojas, o número de pessoas contratadas temporariamente deverá ser reduzido em um terço, de 1 mil em 2014 cerca de 300 neste ano. O motivo é a redução de custos por parte dos empresários, que irão reduzir, inclusive, o horário especial de Natal.

Informações do Jornal da Manhã.

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