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Evento discute violência contra a pessoa idosa

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O IV Colóquio Sobre Violência Contra a Pessoa Idosa reuniu na tarde de hoje acadêmicos do curso de Serviço Social da UEPG, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, trabalhadores da área e vários idosos no auditório do Asilo São Vicente de Paulo. O evento é promovido pelo Núcleo de Assistências Social, Jurídica e de Estudos sobre a Pessoa Idosa, da UEPG, como o apoio do Conselho Municipal.

De acordo com a presidente do Conselho, Maria Iolanda de Oliveira, a discussão sobre a violência contra o idoso se faz extremamente necessária atualmente. “A importância está no fato de estarmos discutindo a violência num contexto social em que, por a pessoa ser idosa, é visto como natural tratar ela com desrespeito, falta de educação. A gente tem tido na sociedade muitas denúncias em relação a pessoa idosa, tanto no âmbito doméstico, como também na sociedade. Para os idosos, esses debates são importantes para eles despertarem para a questão dos seus direitos”, explica ela.

A necessidade dessa discussão pode ser evidenciada pelo número de denúncias contra a pessoa idosa registrado pelo Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). De janeiro a julho deste ano, foram mais 160 denúncias recebidas através do Ministério Público, Disque 100, Disque Idoso Paraná, nas unidades de saúde, pessoalmente na sede do Creas, entre outras formas. Os casos de violação de direitos atendidos pelo Creas estão divididos entre violência por membros da própria família e situações de negligência e abandono.

“A violência contra o idoso é um tema sempre atual porque o índice de violência ainda é crescente, seja ela violência doméstica, seja familiar ou a violência social. Os três níveis são uma praga moderna, o mais terrível ainda é a violência intrafamiliar e a violência social, que vai desde não dar o assento do ônibus até negligenciar o idoso no atendimento a uma situação. Fazer um encontro desse com a comunidade acadêmica, com as instituições que cuidam do idoso e com a sociedade em geral é um alerta para lembrar que o idoso não deve ser tratado bem porque ele é idoso, mas porque ele é uma pessoa que tem direitos sociais que devem ser garantidos”, detalha o assistente social e conselheiro Adrianis Galdino.

Entre as discussões do Colóquio, os participantes foram orientados sobre o papel da assistência social em casos de violência contra idosos, quais devem ser os procedimentos a serem tomados pelo assistente social quando for detectado um caso de violência, para onde encaminhar e como acompanhar. “É principalmente denunciar, acompanhar e ajudar o idoso violado a voltar a viver bem em sociedade”, orienta Adrianis. Para denunciar casos de violência contra a pessoa idosa é possível procurar diretamente a equipe do Creas, localizado na Rua Benjamin Constant, esquina Tenente Hinon Silva, ou pelo telefone para denúncias de direitos humanos, o Disque 100.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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