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Captação do Tibagi vai garantir água até 2050

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A captação de água do Rio Tibagi deve garantir água nas torneiras dos ponta-grossenses por pelo menos mais 30 anos. O projeto está em fase final e, até o momento, tem o custo estimado em R$ 27 milhões. O presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Mounir Chaowiche, esteve ontem em Ponta Grossa e assegurou que o município vai receber o novo sistema de captação.

“Estamos fechando os estudo para alavancar recursos, aonde estaremos implantando um novo sistema de captação de água do Rio Tibagi. O governador Beto Richa (PSDB) pretende garantir que as cidades aonde a Sanepar atua tenham a garantia de abastecimento de água, no mínimo, para os próximos 30 anos”, afirmou Chaowiche. “Queremos evitar, no Paraná, o que temos hoje em 11 estados do país, onde milhares de famílias estão vivendo a falta de água”, completou.

De acordo com o presidente da Sanepar, o novo sistema de captação é uma medida de prevenção e, atualmente, Ponta Grossa não está em situação de risco. Os domicílios do município são abastecidos, hoje, com águas do reservatório do Rio Pitangui e da represa do Alagados. O primeiro é responsável por 60% do abastecimento.

“Hoje Ponta Grossa está segura. Estamos trabalhando preventivamente, para evitar riscos por falta de água como em São Paulo, além da necessidade de ampliação de estrutura”, afirmou Chaowiche ao Jornal da Manhã. “O fato de ter água nos rios e represas não garante o abastecimento, temos que ter estrutura de captação adequada”, explicou.

Chawiche também assegurou a capacidade de investimento da companhia nas novas obras, que custarão pelo menos R$ 27 milhões. Entretanto, o presidente da Sanepar conta com o apoio de instituições financeiras para viabilizar a captação do Tibagi. “Vamos alavancar recursos junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para realizar a obra”, disse.

‘Existe uma confusão sobre este estudo no Tibagi’, diz Chaowiche

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Mounir Chaowiche, afirmou que ‘existe uma confusão sobre’ sobre a reclassificação dos rios do Paraná, conduzida pelo Instituto das Águas. Chaowiche destacou, ainda, que a Sanepar participa das discussões apenas como membro do comitê formado para avaliar os rios. “Primeiro é importante destacar que o projeto não é nosso, apenas participamos do debate. Depois, existe uma confusão sobre a reclassificação”, disse. “Na verdade, o que foi feito é um diagnóstico da situação atual das bacias e nascentes. Não existe mudança de classe”, completou.

Informações do Jornal da Manhã.

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