Bancários de PG cruzam os braços a partir de hoje
Agências bancárias em Ponta Grossa e na Região dos Campos Gerais não abrirão as portas nesta terça-feira. Tem início, hoje, em todo o país, a greve dos bancários. Sem sucesso nas negociações com o sindicato patronal, na última das assembleias realizadas (quinta-feira passada), a classe optou pela paralisação nacional.
Em Ponta Grossa, o sindicato dos bancários do município e região adianta que todas as agências de bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) estarão fechadas a partir de hoje, e uma assembleia nesta manhã definirá quantas e quais agências de bancos privados não prestarão atendimento. Na região, assembleias definirão quais agências dos bancos públicos e privados fecharão. Não há previsão de encerramento da paralisação.
A assembleia junto aos funcionários dos bancos privados será às 8h, na sede do sindicato dos bancários, em Ponta Grossa, enquanto que a assembleia com representantes do Banco do Brasil será a partir das 9h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos no município, e da Caixa, também às 9h, na Agência da Francisco Ribas. Gilberto Leite, presidente do sindicato dos bancários, revela que, já a partir de hoje, a greve inicia-se com 12 agências fechadas e 300 bancários de braços cruzados.
“Todos os bancos públicos estarão fechados em Ponta Grossa: as seis agências do Banco do Brasil e as seis da Caixa. Alguns desses bancos pela região também. Já os privados vão definir isso hoje cedo, para ver a forma de atuação na greve”, esclarece. Somente em Ponta Grossa, a rede privada conta com 19 agências e postos de serviço.
A principal divergência entre o sindicato dos bancários e o patronal está na diferença entre a reivindicação e proposta salarial: os bancários pedem reajuste de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5% de reajuste para salários e vales. “Só com essa proposta já começamos uma perda de 4,3% em relação à inflação. Eles estão se apegando à crise econômica do país, a qual não se aplica aos bancos, já que eles, os cinco principais bancos, tiveram um lucro de R$ 36 bilhões”, diz.
Há, ainda, outras reivindicações, como maiores investimentos na segurança, melhores condições de trabalho, igualdade de oportunidades, valorização do piso salarial, entre outras.
Fenaban não encerra diálogo
A Federação Nacional de Bancos (Fenaban, ligada à Febraban) reitera que continua aberta a negociações. A entidade insiste em que a proposta econômica já apresentada às lideranças sindicais prevê a participação nos lucros dos bancos, a qual cita distribuição de 5% a 15% do lucro líquido aos bancários, além da parcela adicional que distribui mais 2,2% do lucro de cada instituição. O reajuste de 5,5% está com a expectativa de inflação média para os próximos 12 meses.
Informações do Jornal da Manhã





















