Homem invade casa, atira contra ex-mulher e se mata | aRede
PUBLICIDADE

Homem invade casa, atira contra ex-mulher e se mata

Imagem ilustrativa da imagem Homem invade casa, atira contra ex-mulher e se mata
-

A Rede

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Um crime premeditado e de certa forma anunciado. A diarista Márcia Aparecida Pereira, de 40 anos, tinha medida protetiva contra o ex-marido, o segurança Jackson Mathoso da Silva, de 42, mas isso não o impediu de matá-la e depois atirar contra a própria cabeça, na noite deste sábado (3). O assassinato seguido de suicídio aconteceu na Rua Danilo Gomes, no bairro Boqueirão, em Curitiba.

Pela rede social Facebook, o autor premeditava que poderia cometer algum ato contra a ex-mulher. Na noite de ontem, ele postou uma fotografia dela com a seguinte frase:

“Sempre te amarei para sempre. O nunca não existe o amor além da vida, você fez e faz parte de mim, te amo”

Pouco antes, ele havia postado uma mensagem possivelmente justificando o ato que cometeria:

“Ás vezes tem decisões que quando tomadas não há como desfazer. Se há como voltar atrás depende do óbvio que causou a situação”

Além dessas mensagens, o segurança, que não aceitava a separação, tinha como imagem de seu perfil uma foto da diarista. Em cima, na imagem de capa, uma arma municiada, como se estivesse apontada para a foto de Márcia. Na vida real, a arma utilizada não foi a pistola do Facebook, mas sim um revólver calibre 38, conforme descreveu à Banda B a perita Jussara Joekel, do Instituto de Criminalística.

“Ele entrou no condomínio armado, sob a vista das pessoas. Ela tinha uma medida protetiva, porque ele vinha ameaçando fazer isso a um longo tempo. Ontem, invadiu o apartamento dela, a encurralou na cozinha e atirou. Ela morreu de joelhos, como se estivesse pedindo clemência”, lamentou a perita.

Além de Márcia, um filho dela, de 17 anos, foi socorrido em estado grave. “Ele também levou um tiro. Depois de atirar contra a Márcia, o homem atirou contra a própria cabeça. Ele poderia ter matado os outros três filhos dessa diarista, um deles, uma menina ainda pequena, que era do relacionamento dos dois”, relatou.

Muito chateada com a cena que presenciou, a perita fez duras críticas a medida protetiva. “Uma medida protetiva que não adiantou de nada e por pouco ele não matou os filhos. Proteção, de fato, não foi dada a essa mulher por parte do Estado”, disse.

Amigos lamentam

Na rede social Facebook de Márcia as mensagens são inúmeras. Todos lamentam o que aconteceu e pedem que Deus abençoe os quatro filhos dela:

“Amor não mata amor cuida…”
Quanta crueldade 
Meu Deus quanta violência nesse mundo!
Muito triste, não deixar uma mãe criar seus filhos 
Que vc seja colhida pelos anjos e espiritos de Deus. Vá em paz amiga.”, diz uma mensagem postada na linha do tempo de Márcia.

Os dois corpos foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right