Ações impedem fechamento de comunidade terapêutica

Depois de passar por momentos delicados e correr risco de fechar, a Comunidade Terapêutica Marcos Fernandes Pinheiro, na Vila Lagoa Dourada, permanece de portas abertas em Ponta Grossa. A decisão de permanência foi confirmada pelo presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas (Comad), Claudimar Barbosa da Silva. Segundo ele, o problema que acarretou a possibilidade de fechamento foi uma irregularidade no imóvel e atraso do repasse de valores.
A reunião que decidiu pela permanência da comunidade foi realizada na última sexta feira (25). Nesta reunião, foi esclarecida a situação dos repasses de verba para a comunidade e a documentação do terreno e instalações. Barbosa conta que a situação sempre foi acompanhada pelo Comad. “A partir do momento que a comunidade trouxe o problema, nós passamos a olhar tudo de perto”, assinala.
O presidente ainda afirma que a postura da juíza que analisa o caso, Noeli Salete Tavares Reback, foi importante. “Ela quem deu a liminar determinando que não se encerrassem as atividades na comunidade”, relata Barbosa.
Em relação ao imóvel da Comunidade Terapêutica Marcos Fernandes, toda a documentação necessária para a regularização foi elaborada e teve aprovação de todas as secretarias municipais. Segundo o presidente do Comad, o imóvel em que está a comunidade foi comprado através do Fundo Estadual da Infância e Juventude (FIA/PR) e por conta disso o espaço não pode fechar. “Não pode ser outra coisa neste imóvel a não ser uma Comunidade Terapêutica” afirma.
Claudimar Barbosa relata que o poder público possui resistência quanto às comunidades terapêuticas: “Eles são aceitam muito bem a regularização destas comunidades, mas avançamos muito com a realização desta reunião e a permanência da comunidade” assinala Barbosa. A regularização as comunidades terapêuticas no Brasil aconteceu no dia 28 de agosto deste ano pelo Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad).
A situação dos repasses de verba para a comunidade foi um ponto discutido e esclarecido na reunião que definiu a permanência da comunidade. O presidente da Comunidade, pastor João Elizeu Montes afirma que a situação já está normal. “A regularização destes repasses aconteceu esta semana” conta.
Melhor Viver administra instituição
Hoje, a Comunidade Terapêutica Marcos Fernandes Pinheiro é administrada pelo Ministério Melhor Viver (MMV), uma organização socioassistencial sem fins lucrativos. O presidente da comunidade e também da MMV, pastor João Elizeu Montes, conta que a capacidade da comunidade é de atender 24 adolescentes. “Hoje nó atendemos 16 adolescentes, todos meninos”, detalhe. Segundo o pastor, são realizadas diversas atividades na comunidade: “Nós temos xadrez, tênis de mesa, aulas de informática”. Ao todo 13 funcionários trabalham na comunidade. “Aqui nós colocamos dois educadores por adolescente”, explica.
Informações do Jornal da Manhã





















