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Câmara de PG contesta qualidade de casas destruídas

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Após os vendavais e chuvas dos últimos dias, as casas populares financiadas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Ponta Grossa viraram alvo da Câmara Municipal. Na sessão de ontem, os vereadores propuseram uma força-tarefa para verificar a qualidade dos materiais utilizados nos residenciais.

O 2º secretário do Legislativo, Altair Nunes Machado ‘Taíco’ (PTN), iniciou a discussão nesta quarta-feira, ao levar um pedaço das telhas destruídas pelo vendaval do último domingo ao plenário. Empresário do ramo da construção civil, Taíco criticou o material e comparou a consistência das telhas com papelão. “Além do fibrocimento das telhas ser de segunda linha, foram utilizadas terças de alumínio que não seguram a cobertura”, disse. “Está sendo anunciada uma tragèdia muito grande perante estas casas da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar)”, completou.

O vereador Daniel Milla (PSDB) lembrou que os conjuntos habitacionais são financiados pelo Governo Federal e cobrou participação dos deputados eleitos pela região na fiscalização das obras. “As verbas das construções são todas oriundas de programas do Governo Federal , algumas em parceria com o Governo do Estado. Nossos deputados federais deveriam fazer estes questionamentos em Brasília”, apontou.

De acordo com proposta do vereador Aguinel Batista (Rede), a Comissão de Obras da Câmara deve iniciar um trabalho de fiscalização nos residenciais do MCMV atingidos pelo temporal. Aguinel também sugeriu uma audiência pública com representantes da Caixa Econômica Federal, construtoras e Prefeitura. “Temos que chamar as pessoas envolvidas no programa, a Prolar, Caixa, construtoras, para discutir esta situação”, defendeu. O vereador Professor Careca (SD) se uniu a Taíco, Milla e Aguinel na proposta de investigação do MCMV. “Os materiais são de péssima qualidade. O povo merece respeito, ele está pagando por estas moradias. Deve haver uma investigação melhor sobre estas casas”, afirmou Careca.

CONSTRUÇÃO CIVIL - Obras podem estar fora das normas

Além dos vereadores, as obras do Minha Casa, Minha Vida também foram questionadas por especialistas em construção civil. Segundo o professor de ‘Estrutura em Aço’ na Faculdade Ponta Grossa, Luiz Paulo Rover, as casas populares estão fora das normas da construção civil. “A NBR 6123/1988 diz que as obras em Ponta Grossa devem aguentar ventos de até 153 km/h. Tinha que ser levado em conta o vento e isso torna a construtora a responsável técnica pelos projetos”, apontou. Mais de 200 casas foram prejudicadas pelo temporal de domingo. Região mais afetada, o Jardim Amália registrou danos em 92 casas, sendo 45 destruídas.

Informações de Stiven de Souza do Jornal da Manhã

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