Caixa reinicia reconstrução em uma semana

As casas destruídas pelo temporal que atingiu Ponta Grossa no último domingo devem começar a ser reconstruídas em um período de uma semana, segundo o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Júlio César Goginski. Segundo ele, uma equipe com oito engenheiros da Caixa fazem o levantamento nas regiões prejudicadas. Até a tarde de terça-feira (29), o levantamento no Jardim Amália foi concluído e iniciaram as avaliações no Jardim Ibirapuera. “A nossa ideia é que semana que vem inicie a reconstrução das casas”, afirma Júlio César. Segundo ele, entre 6 e 8 construtoras devem participar das obras.
Júlio César afirma que dependem da conclusão destes laudos para poder acionar as seguradoras. “O beneficiário que ocupava a casa sem nenhum problema com certeza terá a reconstrução”, explica. De acordo com o gerente, as obras devem iniciar na próxima semana – começando pelas casas que sofreram os maiores danos.
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos (AEA) de Ponta Grossa deve realizar uma vistoria nas residências danificadas pelo temporal do último domingo, no Jardim Amália. A análise pretende ver as condições em que ficaram as casas, avaliar condições construtivas e a parte da cobertura das casas. Na noite desta terça-feira (29), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e a AEA se reuniram e discutiram, dentre outros assuntos, os estragos causados na região.
“Vamos avaliar se fazemos uma vistoria. De antemão vejo que a cobertura, mesmo que fosse de outro material, teriam os mesmos impactos”, explica o presidente da Associação dos Engenheiros, Oswaldo Tibs. Já pelo lado do CREA, a fiscalização não deve ser realizada por tratar-se de um desastre natural. “Nós fiscalizamos quando acontece algo com a obra em andamento. Não é o caso. Fiscalizamos o exercício profissional e não tem mais atividade de engenharia sendo feita”, afirma o gerente regional do CREA, Vander Moreno.
De acordo com Vander, a vistoria só será realizada pelo CREA caso a Defesa Civil constate que há algo de errado no sentido das obras. “Não podemos dizer que é um problema de engenharia, porque envolve uma questão do custo da obra”, declara Vander.
NORMAS - Professor culpa construtora
NORMAS Professor culpa construtora O professor de ‘Estrutura em Aço’ na Faculdade Ponta Grossa, Luiz Paulo Rover, afirmou que a construtora é responsável pelos estragos por não cumprir com a Norma Brasileira (NBR). “A NBR 6123/1988 diz que as obras em Ponta Grossa devem aguentar ventos de até 153 km/h. Tinha que ser levado em conta o vento e isso torna a construtora a responsável técnica pelos projetos”, afirma o professor.
Informações de André Packer do Jornal da Manhã





















