Casa da Memória pode abrigar museu do Operário
Possibilidade foi debatida entre Prefeitura e UEPG, mas direção do clube ainda não foi ouvida sobre a proposta, informou prefeito Marcelo Rangel

Possibilidade foi debatida entre Prefeitura e UEPG, mas direção do clube ainda não foi ouvida sobre a proposta, informou prefeito Marcelo Rangel
Depois da polêmica envolvendo a mudança da sede da 1ª Companhia de Polícia Militar para a Estação Paraná, prédio histórico que abriga a Casa da Memória, um novo projeto é pensado para o local. O prefeito Marcelo Rangel (PSDB) informou que estuda a possibilidade da instalação de um museu voltado à história do Operário Ferroviário naquele imóvel.
Durante seu programa de rádio na manhã desta sexta-feira (4), Rangel lembrou da confusão envolvendo a proposta de instalar uma base da PM no imóvel. “Teve gente que foi contra a polícia lá e entraram na Justiça, mas é normal, na democracia é assim mesmo. Estamos em ano eleitoral, tem muita gente fazendo campanha”, frisou o chefe do Executivo. Ele revelou que foi procurado pelo reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto, para discutir uma nova finalidade para o prédio.
“De repente, a gente faz em conjunto para transformar o espaço no museu do Operário. Cultura, segurança e a possibilidade de ter investimentos naquele local”, avaliou o gestor municipal. No entanto, ele frisou que ainda não conversou com a diretoria do clube para discutir a proposta e não há qualquer confirmação de que essa ideia será, de fato, implementada.
Rangel também lembrou que a ideia só poderá avançar se houver a parceria entre Prefeitura, governo do Estado e Operário, e disse que pretende fazer uma reunião na próxima semana com Sanches Neto e membros da diretoria do clube para debater a ideia. “O Operário tem uma história tão linda, vai muito além do futebol. O primeiro jogo do Operário tem uma história linda, fizeram para comemorar conquistas de Ponta Grossa e Curitiba”, disse.
Além disso, segundo o prefeito, o município não tem recursos para revitalizar o imóvel – a parceria com a Polícia Militar também levava essa questão em consideração, já que a corporação teria os recursos necessários para reformar o ambiente e estruturar uma Companhia de Polícia Militar, ou então o museu da PM, como também chegou a ser discutido. “A gente não tem recursos, mas com o Operário, que é um órgão privado, de repente consegue um patrocínio e vai ter recursos pra gente fazer a revitalização daquele lugar”, avalia Rangel.
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