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Depois da destruição, a vez da solidariedade

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O temporal que atingiu Ponta Grossa no domingo (27), e teve seu auge às 18h45, trouxe sérios prejuízos para o município e prejudicou mais de 600 pessoas, segundo dados da Defesa Civil. Mais de 200 casas foram afetadas pelas fortes chuvas e duas pessoas tiveram ferimentos leves. No Jardim Amália, região que sofreu os maiores impactos, foram 92 casas afetadas e 45 residências foram destruídas.

A Defesa Civil, em conjunto com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e da Companhia Ponta-grossense de Serviços, passou a tarde de segunda-feira (28) realizando reparos nas residências e se organizando para abrigar as famílias prejudicadas. “Arrumamos a casa de um pessoal, outros conseguiram ir para a casa de parentes. Têm 23 pessoas que vão posar nos abrigos que providenciamos”, afirma o coordenador da Defesa Civil de Ponta Grossa, Edson Witek. De acordo com dados do Simepar, a estação do órgão registrou ventos de 71km/h, mas, pelos estragos observados, os meteorologistas acreditam que os ventos tenham passado de 100km/h.

Os bairros mais atingidos, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, foram o Jardim Amália I e II, Jardim Ibirapuera, Vila Curitiba, Jardim Europa, Maria Otília e Vila Cipa. Além dos danos materiais, 34.700 domicílios ficaram sem luz e, até a tarde de segunda-feira, outros 500 continuavam sem energia, segundo a Copel. Durante o dia, a Prefeitura de Ponta Grossa ofereceu marmitas do Restaurante Popular para as famílias desabrigadas. O Exército foi acionado para apoiar os desabrigados e ajudar nos trabalhos da Defesa Civil.

O Insituto João XXIII que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco, localizado na Colônia Dona Luíza, foi um dos locais que teve prejuízos com a tempestade. A oficina, parte do refeitório e dormitórios foram parcialmente destruídos pela chuva – o ginásio de esportes teve todo o telhado danificado. O ônibus do instituto foi atingido por um pinheiro e ficou estragado, além do bosque onde mais de 50 árvores foram arrancadas. As atividades no local foram suspensas até quarta-feira (30), segundo o padre Vilmar Niedzialkosk.

Equipes formadas por técnicos da Prolar e da Caixa Econômica Federal percorreram as casas para fazer a vistoria necessária para que o seguro possa ser acionado. Segundo o presidente da Prolar, Dino Schrutt, o seguro é válido apenas para os proprietários.

AVALIAÇÃO - Linha de instabilidade causou chuva

A meteorologista Sheila Paz, do Simepar, aponta que uma linha de instabilidade foi responsável pelo temporal. “É uma organização de chuva forte, ventos e raios, que se forma em áreas vizinhas e avança com intensidade. Dentro disso, alguns temporais isolados e mais intensos ocorrem”, explica Sheila. Segundo a meteorologista, eventos como o de domingo são mais frequentes nos meses de setembro e outubro. A atual configuração do fenômeno climático El Niño coloca mais umidade na atmosfera do ar e colabora com os temporais, segundo Sheila. “Pelos estragos observados podemos dizer que os ventos tenham passado de 100km/h”, afirma Sheila.

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As equipes da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, e também da Defesa Civil estiveram nos locais atingidos buscando auxiliar e prestar orientações à população. O Serviço de Obras Sociais (SOS) conta com doações de cobertores, roupas e alimentos para distribuir no local. Os desabrigados estão sendo encaminhados a ginásios de esportes, CMEI da Vila Cipa e para a Casa Irmãos Cavanis. O Portal ARede e o Jornal da Manhã colaboram com a arrecadação e os materiais podem ser entregues na redação do jornal.

Informações de André Packer do Jornal da Manhã

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