PM teve que reforçar segurança para evitar saques

Além de serem atingidos pelos danos causados pelo vendaval da noite desse domingo (27), os moradores do Amália I e II também sofreram com tentativas de saques. De acordo com informações oficiais da Polícia Militar (PM), a segurança no local teve que ser reforçada para evitar os furtos e roubos em massa.
Moradores do local teriam informado aos policias que os ladrões aproveitaram a escuridão das áreas atingidas para roubar objetos das casas afetadas. No entanto, não houve registro de vítimas desse tipo de crime ou boletim de ocorrência (BO) que confirmasse os crimes. Equipes da PM tiveram que reforçar o patrulhamento ostensivo no local.
Soldados do Exército que haviam sido designados para trabalhar na região também ajudaram no patrulhamento. Dados oficiais da Defesa Civil dão conta de que, no total, mais de 200 casas foram danificadas.
Crianças feridas
De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas crianças acabaram atingidas pelos destroços de telhas e galhos de árvores e ficaram feridas. Elas foram atendidas em meio aos caos instituído na região. Equipes do Siate prestaram os primeiros socorros dentro da ambulância de resgate e, na sequência, encaminharam as vítimas para o Pronto Socorro Municipal. Elas sofreram ferimentos leves e não correm riscos.
"Agarrei na porta, se não tinha voado junto", diz moradora
Moradores buscavam apoio para cobrir móveis e eletrônicos e impedir que eles fossem danificados com as chuvas. Equipes da Defesa Civil contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Guarda Municipal e até do Exército para conseguir atender todos os atingidos. Moradora da Vila Maria Otília, Dirce afirmou que viveu momentos de tensão logo após o início do vento. Com a janela aberta, ela afirma que mal conseguiu fechar os vidros e o telhado já foi levado pelos ares.
“Eu deito cedo, mas hoje [ontem, 27 de setembro] eu não estava dormindo ainda. Se eu estivesse deitada, tinha caído tudo em cima de mim”, conta a moradora, mostrando telhas e pedaços de madeira sobre a cama. O relato fica mais impressionante quando ela conta sobre o momento em que o vento retirou parte do telhado. “Quando fechei a janela, que caiu tudo, me agarrei ali [na porta] e o vento veio. Sorte que segurei, se não tinha ido junto para o alto”, conta.





















