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Rodovias federais lideram acidentes com pedestres

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, durante a semana, o relatório ‘Acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileira: Caracterização, tendências e custos para a sociedade’, onde o Paraná é apontado como o Estado com o maior número de pedestres mortos no Brasil. O Estado registrou 11,7% do total de pedestres mortos em acidentes de trânsito nas rodovias federais fiscalizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) – se somados os 12 estados com menor número de acidentes não passam do Paraná. Muito embora não conste no estudo, a Avenida Souza Naves – perímetro urbano da BR-373 – tem grande potencial de acidentes, oferecendo real perigo de atropelamento à população que a circunda.

Quanto ao número de mortos em acidentes em geral, o Estado fica atrás apenas de Bahia e Minas Gerais. O Paraná registrou 777 mortes no trânsito nas rodovias federais, em 2014, em 17.157 acidentes – o que significa que a cada 22 acidentes um deles é fatal. A BR-376, que passa por Ponta Grossa, também foi destacada como uma das rodovias com o maior número de acidentes graves. No trecho 170-180km, perto de Maringá, foram registrados 488 acidentes e 8 mortes.

Em acidentes envolvendo caminhões, foram 172 na Rodovia do Café – sendo que 90 deles tiveram mortes. “Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e de São Paulo apresentam os maiores problemas em relação à ocorrência de acidentes de trânsito”, defende o relatório.
Segundo o inspetor Haroldo Rauch, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Ponta Grossa, o principal motivo para o número de acidentes é a falta de uma estrutura de qualidade nas rodovias do Estado. “Não temos uma estrutura adequada. Vemos hoje rodovias em São Paulo que são muito mais estruturadas e melhores planejadas, de forma que garanta segurança para o condutor e para o pedestre”, defende o inspetor da PRF.

Outro fator apontado por Haroldo como agravante para o número de acidentes, é o fato das maiores cidades do Estado terem rodovias passando por dentro do perímetro urbano das cidades. “A gente pensa em criar diversas soluções para desafogar o fluxo de veículos, mas e a melhoria para o pedestre? Obras para instalação de telas, passarelas e passagens de nível. Na região não fazemos obras em prol do pedestre”, conclui.

Rodonorte

A CCR RodoNorte declarou que disponibiliza seu corpo técnico na Avenida Souza Naves para prestar assistência a possíveis projetos e iniciativas que possam aumentar a segurança da comunidade.

Informações do Jornal da Manhã.

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