Apenas em 2015, PG já perdeu 782 postos de trabalho

O mercado de trabalho registrou mais uma retração neste mês de agosto em Ponta Grossa. Números divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, referente ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontaram um déficit de 197 vagas. Esse fechamento é resultado das 2.709 admissões registradas no mês passado ante os 2.906 desligamentos. Comparado com agosto do ano passado, quando foram geradas 96 vagas, houve uma perda de 293 postos de trabalho.
Neste mês de agosto, todas as outras principais cidades do Estado com mais de 250 mil habitantes registraram retração na oferta de emprego. Cascavel e Foz do Iguaçu tiveram um desempenho melhor que Ponta Grossa, fechando 137 e 27 vagas, respectivamente. Por outro lado, a capital Curitiba liderou o fechamento de vagas, com 2.947 postos encerrados apenas no mês passado. Londrina fechou 435 postos e Maringá 232.
No acumulado do ano, no entanto, Ponta Grossa fechou 782 vagas de carteira assinada. Em 2014, neste mesmo período, o saldo era positivo em 1.992 postos. Entre as 60 cidades avaliadas, aparece na 53ª posição, à frente de Foz do Iguaçu, onde o número de demitidos foi superior ao de admitidos em 845, e Curitiba, que perdeu 13.161 trabalhadores formais. Cascavel tem o terceiro melhor desempenho do estado em 2015, com a geração de 866 postos, seguida por Londrina (5ª), com 697, e Maringá (8ª), com 545 inseridos no mercado com carteira assinada. No acumulado dos últimos 12 meses, Ponta Grossa registrou 42.907 admissões, contra 43.265 desligamentos, resultando em um déficit de 358 vagas.
A administração pública e a construção civil são os setores que mais geraram vagas no mês de agosto e no acumulado do ano em Ponta Grossa. A construção empregou 93 novos trabalhadores em 2015, enquanto que a administração pública 423. Por outro lado, o comércio é o setor com maior retração, com 963 vagas fechadas em 2015, sendo 165 apenas em agosto; seguido pela indústria, que fechou 321 postos de trabalho em 2015, sendo 54 no mês passado.
“Como a crise persiste e a indústria gera muitos empregos em Ponta Grossa, a cidade foi mais afetada que as outras por essa queda na indústria, que refletiu na baixa do comércio”, declara Victor Hugo de Oliveira, gerente da Agência do Trabalhador de Ponta Grossa.
RECUPERAÇÃO - Contratações serão retomadas
A partir de setembro, os números deverão ter uma reversão, segundo Victor Hugo de Oliveira. Com o início da contratação dos empregados temporários para as indústrias, e posteriormente para o comércio, novas vagas serão geradas. “Podemos perceber que houve uma melhorada em relação aos meses que estavam vindo. Como há as contratações até o final do ano, há a perspectiva das empresas voltarem a empregar”, completa Oliveira.
Informações do Jornal da Manhã





















