PG inicia processo de coleta seletiva de resíduos orgânicos
Na primeira semana de trabalho, foram coletados, em média, 1,8 toneladas de resíduos orgânicos por dia
Na primeira semana de trabalho, foram coletados, em média, 1,8 toneladas de resíduos orgânicos por dia
Com o avanço das obras da Usina Termoelétrica Municipal a Biogás, que vai gerar energia elétrica a partir do lixo, o município de Ponta Grossa também começa a preparação interna para início da operação do empreendimento. Na última semana, a Ponta Grossa Ambiental (PGA), concessionária responsável pela coleta de lixo na cidade, também iniciou a coleta seletiva de resíduos orgânicos em alguns estabelecimentos comerciais da cidade.
De acordo com o secretário Paulo Barros, num primeiro momento a coleta ocorre em grandes geradores de resíduos orgânicos, como mercados, padarias e feiras livres. Com esse novo serviço, aliado à coleta do lixo comum e de recicláveis que já ocorria no município, Ponta Grossa passa a atender integralmente à Política Nacional de Resíduos Sólidos, conforme celebra o chefe da pasta. “Só faltava isso [coleta seletiva de orgânicos] para a cidade, apesar de toda a evolução que a gente tem visto nos últimos anos”, ressalta Barros.
Na primeira semana de coleta, as equipes da PGA visitaram por dia mais de 15 estabelecimentos em diversos bairros da cidade e coletaram, em média, 1,8 tonelada de resíduos orgânicos. Barros explica que, nesse primeiro momento, o material coletado será usado numa compostagem. “Ela também vai servir de base para que a gente possa aprimorar essa coleta seletiva para quando a gente for operar a usina de geração de energia através da decomposição dos materiais orgânicos, a gente já tenha um material mais limpo possível, isto é, não contaminado com material inorgânico como plásticos e metais”, explica o secretário.
“É importante que a gente aprenda a fazer internamente a separação dos resíduos orgânicos porque lá na frente, quando a gente estiver utilizando a usina, teremos material de ótima qualidade”, esclarece o secretário, que ainda celebra outros avanços na área do Meio Ambiente. No início do mês, completou-se um ano do encerramento das atividades no Aterro do Botuquara, uma das principais conquistas do governo nesse setor. “Temos coleta seletiva porta a porta em 80% da cidade, PEVs [pontos de entrega voluntária] atingindo 100% da cidade e pelo menos uma associação de catadores significativamente automatizada”, comemora.
Obras da usina estão em ritmo avançado
Com o funcionamento da usina de biogás, a geração de energia resultante do processamento e queima de resíduos orgânicos poderia compensar completamente o uso de energia elétrica em estruturas como o Hospital da Criança João Vargas de Oliveira, Hospital Municipal Amadeu Puppi e a estrutura do Paço Municipal, por exemplo. Inicialmente, a usina trabalharia com a capacidade de processamento de 12 toneladas de resíduos orgânicos por dia, podendo ampliar até 30 toneladas. Com uma progressão de 20% de carga a cada seis meses, chegando a 30 toneladas/dia, a Prefeitura pode alcançar uma economia de aproximadamente R$ 270 mil por mês.





















