Obras do Lago de Olarias podem ser embargadas

Sem receber relatórios ambientais da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS), a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) estuda pedir o embargo das obras do Lago de Olarias. Em ofício encaminhado à ARAS há uma semana, a Câmara Técnica do Meio Ambiente (CTMA) da Acipg cobra a apresentação de seis documentos para verificar a regularidade da construção das barragens. A solicitação foi aprovada na última reunião da CTMA.
A entidade pede a cópia da outorga prévia emitida pelo Instituto Águas Paraná e licenças de instalação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Também foram solicitados os resultados da análise de água coletada nos últimos 24 meses no arroio e na foz dos principais afluentes do Lago de Olarias. De acordo com a Acipg, as análises devem atender à resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
A CTMA aponta a existência de ‘empresas e atividades potencialmente poluidoras que podem comprometer a qualidade da água do reservatório’. “A não indicação das informações poderá sugerir a apresentação de embargo da obra, até realização das coletas e demonstração da situação real da qualidade da água”, destaca a coordenadora da CTMA, Caroline Schoenberger, no ofício enviado à ARAS.
A reportagem do Jornal da Manhã não conseguiu falar com o presidente da ARAS, Márcio Ferreira, até o fechamento desta edição. Entretanto, em publicação no Facebook, Ferreira mostrou revolta com a Acipg e considerou o pedido de informações uma ‘ameaça’ pessoal.
“Recebi um ofício de uma diretora da Acipg (…) que me fez diversas perguntas sobre o Lago de Olarias, e ao final do ofício, me ameaçou, que se eu não respondesse todas as questões, ‘ela’ vai embargar a obra”, publicou. “Mas quero lhe dizer que nada temos a temer, sua prepotência e arrogância não me intimidam em nada”, disse Ferreira.
BARRAGEM - Condema também questiona obra
Além da Câmara Técnica do Meio Ambiente (CTMA) da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) aguarda a apresentação das licenças e relatórios sobre qualidade da água produzidos pela Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS).
Segundo o presidente do Condema, Edilson Gorte, as solicitações foram feitas há tempos, mas até o momento não houve respostas. “Estamos acompanhando esta obra e pedimos alguns estudos, que não foram fornecidos”, afirma. “São mais de 7 mil residências na região do Lago de Olarias, que podem afetar as águas daquela região”, completa.
Informações do Stiven de Souza do Jornal da Manhã





















