Sem recursos, Prefeitura atrasa pagamento do 13º

A Secretaria de Gestão Financeira de Ponta Grossa informou ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) que não conseguirá antecipar a primeira parcela do 13º salário neste mês. A confirmação foi feita no fim da tarde de ontem, pelo próprio secretário da pasta, Odaílton Souza, ao presidente do Sindserv, Leovanir Martins.
Desde 2013, este será o primeiro ano que os servidores da Prefeitura de Ponta Grossa não terão o benefício salarial antecipado em setembro. Segundo o governo, o adiamento do 13º seria resultado da crise econômica nacional, já que a antecipação da parcela custaria R$ 8 milhões aos cofres públicos.
A notícia desapontou o funcionalismo, que esperava a antecipação neste mês. “Isso gera uma decepção na categoria, porque em 2013 recebemos em setembro, em 2014 também. Então, esperávamos que esta tendência se repetisse neste ano, como o próprio governo havia sinalizado no mês passado”, disse Leovanir Martins. “O secretário deu a entender que não haverá 13º antes de novembro, último prazo legal para o pagamento”, relatou o presidente do Sindserv.
Procurado pela reportagem do Jornal da Manhã, o Governo Municipal não se manifestou sobre o parcelamento do 13º salário. Entretanto, na segunda-feira, a Secretaria de Gestão Financeira já havia sinalizado a impossibilidade de pagamento neste mês e informado que “o 13º salário será pago dentro do prazo previsto por lei”.
Ao Sindserv, o governo garantiu que, apesar do adiamento do benefício, não haverá atrasos nos salários do funcionalismo. A Prefeitura aguarda a autorização de um crédito de R$ 16 milhões na Câmara Municipal para custear a folha de pagamento de servidores das secretarias municipais de Saúde, Ação Social e Finanças.
Finanças - Crise nas contas públicas alerta servidores de PG
O adiamento da primeira parcela do 13º salário gerou preocupação aos servidores da Prefeitura de Ponta Grossa. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Leovanir Martins, as dificuldades em honrar com a folha de pagamento sinalizam uma situação crítica nas contas públicas.
“Quando se tem dificuldade ou se deixa de pagar remuneração, é um prenúncio de que a situação está bastante complicada”, avaliou. Os relatórios fiscais de maio a agosto devem ser apresentados na próxima semana pela Secretaria de Gestão Financeira e apontarão o estado da saúde financeira do município. No último quadrimestre, as despesas com pessoal estavam acima do permitido.





















