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Ponta Grossa pode ganhar novo Pronto Atendimento

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Durante oitiva realizada no início da tarde desta sexta-feira (18), no Plenário da Câmara Municipal de Ponta Grossa, para a CEI das Maternidades, o gerente administrativo da Maternidade Santana, Saulo Gabriel de Souza, propôs a criação de um “pronto atendimento ambulatorial” destinado exclusivamente a gestantes. O motivo é a necessidade urgente de melhoria do atendimento a pacientes de pré-natal.

Saulo, que estava acompanhado do advogado Edmar Costa, representante do grupo Unimed, foi ouvido pelos vereadores Pietro Arnaud (PTB) e Pastor Ezequiel Bueno (PRB) – respectivamente, presidente e relator-geral da CEI das Maternidades – e Daniel Milla (PSDB); além de Jiovany Kissilezicz, membro do Conselho Estadual de Saúde e representante do vereador Amauri Manosso (PT), relator especial da Comissão.

De acordo com Saulo, a necessidade do pronto atendimento ambulatorial justifica-se pela “precariedade” do preenchimento das carteirinhas que as gestantes devem manter durante a fase do pré-natal. Ele explicou que, ou essas carteirinhas são preenchidas por uma atendente, às vezes por uma enfermeira, mas “raramente” por médicos. “A situação do preenchimento da carteirinha é fundamental para o médico que fará o atendimento no hospital”, disse. “A gestante não tem nenhum atendimento na parte ambulatorial, e não existe, no momento, um serviço ambulatorial com médico obstetra”, continuou, lembrando que a criação desse tipo de serviço deve ser de responsabilidade da Administração Municipal.

Saulo ressaltou que, muitas vezes, o médico que fez o atendimento à gestante na unidade de saúde “não estratifica o risco da saúde da paciente” – se é de grau baixo, médio ou alto. “Muitas vezes, a gestante tem de fazer um exame de ecografia obstétrica, por exemplo, e nós a encaminhamos ao Centro de Saúde da Mulher, que, na maioria das vezes, tem lista de espera. Isso significa um deslocamento exaustivo e uma perda de tempo para a gestante”, afirmou. “Ninguém vai à maternidade por uma situação de doença, e sim de vida. É um envolvimento de felicidade. Por isso, o acolhimento às gestantes, no hospital, é fundamental”, completou.

REDIMENSIONAMENTO - Maternidade está sem enfermeiras

Saulo Gabriel de Souza contou que a Maternidade Santana vem fazendo um redimensionamento de funcionários, uma vez que, em julho e agosto, houve duas demissões, além de uma funcionária que entrou em licença saúde. “No momento, não contamos com nenhuma enfermeira contratada da Maternidade Santana. Nós possuímos, sim, um suporte técnico das enfermeiras do Hospital Geral Unimed [HGU]. Tínhamos cinco enfermeiras, que davam conta de todos os plantões, e, por situações que ocorreram, a gente está fazendo esse redimensionamento”, explicou.

Pré-Natal

Durante a oitiva, Saulo criticou um protocolo técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde, intitulado “Pré-Natal-Baixo Risco”, que, segundo ele, foi recebido pela Maternidade Santana em 13 de agosto passado. “Estávamos aguardando o documento desde janeiro deste ano, mas discordamos”, disse.

Informações do Jornal da Manhã

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