Defesa de caminhoneiro afirma que ele não dirigia bêbado

O advogado de defesa do caminhoneiro Rafael Conrado, Davidson da Silva, aposta na absolvição do cliente. Rafael será levado ao júri popular acusado de causar a morte de cinco pessoas em uma tragédia registrada na avenida Presidente Kennedy, trecho urbano da BR-376 em Ponta Grossa e o advogado de defesa tentará provar ao júri que Conrado não dirigia alcoolizado no momento do acidente e que teria sido mais uma vítima da colisão.
De acordo com o advogado, Rafael foi testado três vezes pelo etilômetro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) já no Pronto Socorro Municipal de Ponta Grossa (PSM). Davidson afirma que dois dos três testes feitos com o caminhoneiro deram negativo e que apenas um apontou para a ingestão de álcool. No entanto, segundo o advogado, o teste que aponta o consumo de bebida também deveria ser desconsiderado.
"O Conrado já estava sendo medicado e dopado no momento do teste. É mais do que esperado que ele estivesse grogue. O teste apresentado nos laudos não pode comprovar a embriaguez do cliente", explicou o advogado. No entanto, a defesa do caminhoneiro não soube explicar como Rafael saiu do local do acidente e foi parar no PSM, antes da chegada das equipes de resgate.
PRF reafirma embriaguez de caminhoneiro
O inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Haroldo Rauch, reafirmou que a instituição tem provas concretas de que o caminhoneiro aparentava vários sinais de embriaguez no momento da abordagem, entre eles fala confusa e hálito etílico. "Nós temos que respeitar o trabalho da PRF que tem quase 90 anos de história. A informação que temos sobre o caso é que o Conrado não assoprava o bafômetro o suficiente para que o teste fosse feito, nas duas primeiras oportunidades, e só assoprou corretamente na terceira vez", argumentou Rauch.
Haroldo explicou que Conrado, por duas vezes, não exalou a quantidade necessária de ar para que o teste fosse concluído. O inspetor também voltou a reforçar que existem várias provas, inclusive testemunhais, de que Conrado estava alcoolizado.
Laudo do seguro também provaria inocência de Conrado
Um laudo pericial apresentado pela defesa do caminhoneiro Rafael Conrado aponta para a inocência do rapaz na tragédia registrada no dia 3 agosto na BR-376.O laudo foi feito pela seguradora do caminhão de Conrado – o documento aponta para o fato de Rafael ter sido fechado por outro caminhão e não batido contra a traseira do veículo.
“O Conrado foi injustiçado e está sendo julgado publicamente de maneira injusta. Nos autos só constam provas da acusação. Ele está preso de maneira irregular”, ponderou Davidson.
O documento da seguradora traz indícios de que a cabine do caminhão ficou destruída apenas do lado direito – o que comprovaria que Conrado foi jogado para fora da vista por uma “abalroada lateral”, conhecida popularmente como ‘fechada’. “Se a colisão fosse traseira o Conrado teria morrido ainda no local do acidente”, complementou Silva.
Defesa acredita em absolvição
Davidson acredita que Conrado deverá ser absolvido do crime já que seria mais uma vítima do acidente e não o causador da tragédia. O advogado voltou a afirmar que o caminhoneiro está preso de maneira injusta no presídio Hildebrando de Souza.
Família de Rafael passava dificuldades
A família do caminhoneiro pede a liberação do rapaz – Conrado morava com os pais no Jardim Monte Carlo. Em novembro de 2014, Airton Conrado, pai de Rafael, conta que o filho é mais uma das vítimas do acidente. “Nosso filho está preso injustamente, ele foi mais uma vítima daquela tragédia. O Rafael nos ajudava em casa e desde então tem sido muito difícil”, explicou. A mãe de Conrado está desempregada e a família passava por dificuldades financeiras.





















