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Prefeitura reinaugura 'Concha Acústica' no dia 12

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| Autor: Rodrigo de Souza

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A Concha Acústica Carlos Afonso Buch já tem data para ser reinaugurada. A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Cultura, entrega o espaço para a população no próximo dia 12 de setembro, com uma programação musical diversificada que começa às 10h e segue até as 19h.

Executada pela Ueme Construção Civil, a obra teve início no dia 6 de maio deste ano, levando 120 dias para o término. O custo foi de R$ 134.711,56, oriundos do orçamento municipal. O forro do palco, alvo de um incêndio em junho de 2013, é o destaque da restauração, recebendo madeira tratada e nova iluminação. Além disso, na parte interna foi instalado piso novo e novas instalações elétricas, hidro-sanitárias e de combate a incêndio. A obra engloba também a pintura interna e externa do edifício e adaptações que promovem a acessibilidade. O projeto foi proposto pelas equipes da Secretaria Municipal de Planejamento e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan), e analisado e aprovado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac).

A programação preparada pela Fundação inclui música popular e erudita, para todos os gostos. Às 10h acontece a solenidade de reinauguração, com apresentação da Marcha de Ponta Grossa e outras canções com o Coro Cidade de Ponta Grossa. Em seguida, às 10h30, a Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa sobe ao palco, com regência do maestro Jorge Scheffer. A Banda-Escola Lyra dos Campos, símbolo da Concha Acústica, faz uma apresentação especial às 11h30.

A partir das 12h é a vez da música sertaneja de raiz, com a dupla Claudemir e Claudinei, seguido, às 13h, do casal Joãozinho e Môniza Laizan com o DuoElla, de música brasileira e autoral. O pop anos 80 está garantido com a Banda Asteroids às 14h. A Banda Boogie Gang se apresenta às 16h. Às 17h, o Instituto Musical Sua Voz traz ao palco o musical A Primavera. Quem encerra a programação é o projeto ‘O canto simples da alma’, de Curitiba, trazendo músicas nativistas.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Paulo Eduardo Goulart Netto, a partir de agora o espaço irá receber diversas atividades artísticas e culturais. “Nossa ideia é criar uma atividade cultural contínua, para que a Concha Acústica se torne cada vez mais viva para a população, prevenindo os ataques de vandalismo e a depredação do local”, explica o presidente.

História

A Concha Acústica localizada na Praça Barão do Rio Branco foi projetada pelo engenheiro e arquiteto ponta-grossense Carlos Bonfily e construída em 1938 pelo prefeito da época, Albary Guimarães. Em 1960, o espaço recebeu um anexo para abrigar a Banda-Escola Lyra dos Campos, denominado Maestro Paulino Martins Alves, que na época regia a banda.

O palco da Concha Acústica já foi usado para comícios, apresentações culturais populares, ensaios da Banda Lyra, concentração para as fanfarras nos desfiles cívicos, sede da Rede de Alto Falantes (RAF) e até um posto médico. Depois que a Banda Lyra mudou de lugar, nos anos 80, a então Secretaria de Cultura e Educação usou o palco para o projeto Sexta às Seis, e a parte de baixo do palco serviu de depósito para a Casa do Artesão, que funcionava ao lado.

Por meio da lei nº 11.119/2012, a Câmara Municipal de Ponta Grossa denominou de Carlos Afonso Buch a Concha Acústica. Em junho de 2013, o edifício foi atingido por um incêndio que provocou sua interdição.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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