Produtores rurais protestam contra invasão de fazenda

Os produtores rurais dos Campos Gerais se reuniram hoje em movimento de apoio ao Centro de Treinamento de Pecuaristas (CTP) e da Fundação ABC. A manifestação é em função da invasão dos integrantes do Movimento Sem Terra (MST) na Fazenda Capão do Cipó em Castro, onde estão as áreas utilizadas pela Fundação ABC e CTP.
Dezenas de produtores se reuniram no Parque de Exposições Dario Macedo e levaram seus tratores até o Parque Lacustre, na área central da cidade. Com faixas e buzinaço, eles pediram a saída dos membros do MST da Fazenda e manifestaram apoio ao CTP e à Fundação ABC, além de cobrar do poder público providências com relação à ocupação.
A invasão aconteceu no dia último dia 24 e cerca de 150 famílias integrantes do MST permanecem no local. Com a manifestação, os produtores rurais querem alertar a sociedade e o governo por se tratar de uma invasão em áreas da União, utilizadas há mais de 40 anos para pesquisa e desenvolvimento agropecuário da região.
Nas áreas invadidas pelo MST estava prevista para a última semana uma ‘manhã de campo’, organizada pela Fundação ABC. A organização precisou transferir o evento e os resultados do campo serão apresentados através de palestras e banners pelos pesquisadores da Fundação ABC, no Parque Lacustre após a manifestação dos produtores rurais. No local da invasão todos os experimentos já haviam sido plantados e os produtores iriam acompanhar na prática as culturas de inverno.
Criado em 29 de novembro de 1966, o Centro de Treinamento de Pecuaristas (área invadida pelo MST) cumpre a missão de profissionalizar o pequeno produtor rural através de cursos de capacitação, principalmente para a produção leiteira, com inclusão de milhares de produtores rurais na cadeia produtiva do leite.
A Prefeitura de Castro divulgou uma nota sobre o destino da fazenda, onde apoia a permanência dos trabalhos da Fundação ABC. “Vale ressaltar que muito das grandes conquistas de produtividade obtidas em Castro, na região dos Campos Gerais, no Estado do Paraná e no Brasil, se devem aos trabalhos desenvolvidos na fazenda pela Fundação ABC, um instituto de pesquisa sem fins lucrativos”, defende a nota.
MST quer continuar na fazenda
Segundo a assessoria de imprensa do MST, a ocupação da área visa chamar atenção do Governo Federal e exigir avanços na reforma agrária, que. “Queremos avançar na reforma agrária. As terras da Fundação ABC são de propriedade da União”, diz a nota enviada a imprensa. O integrante do MST, Joabe de Oliveira, afirma que as famílias continuam construindo os barracos e realizando a organização para ficar, em definitivo, no local. “Na última audiência que tivemos ficamos confiantes que vamos ficar na área”, defendeu Joabe.
Com informações do Jornal da Manhã.





















