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Justiça nega habeas corpus e médico de PG continua preso

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Afonso Verner

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O médico ponta-grossense Marcelo Augusto Baroni Sader segue preso em Balneário Camburiú, litoral de Santa Catarina, um mês após ter provocado um acidente na PR-101. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e segundo a Polícia Militar (PM), Marcelo estaria alcoolizado no momento da colisão e e dirigia com a Carteira Nacional de habilitação (CHN) suspensa.

A Justiça de Santa Catarina indeferiu dois pedidos de habeas corpus impostos pela defesa de Marcelo e também negou a revogação da prisão preventiva do médico. Segundo a decisão do juiz Roque Cerutti da 1ª Vara Criminal de Balneário Camburiú, responsável pela decisão de negar os habeas corpus pedidos pela defesa de Marcelo e também por manter a prisão preventiva do médico, os antecedentes criminais do médico colaboram para que ele permaneça preso.

"Em que pese o esforço dos advogados do acusado, é imperativo reconhecer que os requisitos permissivos para manutenção da prisão cautelar ainda se revelam presentes, notadamente porque as certidões de antecedentes criminais de fls. 45/55 atestam que não se trata de fato isolado na vida do denunciado, já tendo sido denunciado no Estado do Paraná por crimes de lesão corporal e desacato, além de ter se envolvido em crime de violência doméstica, ameaça, desobediência e contravenção de vias de fato, tudo isso na Comarca de Ponta Grossa. Ademais, na Comarca de Jacarezinho, se envolveu no ano de 2013 em delito de embriaguez ao volante", diz a decisão publicada no dia 28 de agosto.


Segundo a decisão do juiz, Marcelo já teria sido preso pelo mesmo crime de embriaguez ao volante em 2013 na cidade de Jacarezinho, no norte do estado. Além disso, o texto também aponta para a gravidade do crime cometido pelo médico. "Eis que não é descrita apenas tentativa de homicídio com dolo eventual no trânsito, mas tentativa de homicídio, usando o carro como se fosse uma arma em ato posterior a uma pequena colisão no trânsito e as consequências do fato também foram consideráveis, eis que os prontuários médicos juntados a partir da fl. 118 demonstram a extensão da gravidade das lesões sofridas pelas vítimas", diz a decisão.

Marcelo teria passado por tratamento psiquiátrico, aponta decisão

Ainda de acordo com a decisão do juiz Roque Cerutti, o médico ponta-grossense teria sido submetido a um tratamento psiquiátrico no interior do presídio de Balneário Camboriú, de acordo com documentos que teriam sido apresentados pela própria defesa de Marcelo.

No entanto o juiz entendeu que tal fato não é "suficiente para acolher o pedido de liberdade ou mesmo de internação compulsória" (...).

Pois acredito que em relação a internação esta atitude deva partir do próprio acusado quando estiver solto ou por recomendação dos profissionais de saúde do estabelecimento penal onde se encontra detido. As medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319, do CPP também não se revelam suficientes e adequadas ao caso. Portanto, a custódia cautelar merece perdurar, pois presentes os pressupostos que a autorizam, sendo necessária para garantir a ordem pública.


Advogada prefere não se manifestar

A defesa de Marcelo é comandada pela advogada Jackie Franciele Anacleto. A equipe de reportagem do portal aRede entrou em contato com Jackie durante a manhã de hoje (02). A advogada disse apenas que vai continuar trabalhando no processo e que prefere não se manifestar publicamente sobre o caso.

Médico foi afastado do Hospital da Criança

Em  fevereiro de 2014, Marcelo foi afastado do cargo Hospital da Criança em Ponta Grossa. O médico foi acusado de hostilizar pacientes no local – segundo o BO, atualmente Marcelo trabalhava no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na cidade. O portal aRede tentou entrar em contato com a gerência do INSS na cidade para obter informações sobre qual é a situação de Marcelo junto a instituição, mas o órgão está em greve e os telefonemas não foram atendidos.

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