Médica explica como prevenir alergias respiratórias e herpes
Doutora Tatiana Donadello Gava pontuou principais aspectos das complicações e como tratar problemas quando surgem

Doutora Tatiana Donadello Gava pontuou principais aspectos das complicações e como tratar problemas quando surgem
A doutora Tatiana Donadello Gava, especialista em alergologia e imunologia, credenciada a Consaúde, concedeu uma entrevista ao Portal aRede sobre as alergias respiratórias e herpes de repetição. Em época de pandemia do novo coronavírus, a médica falou sobre a importância de prevenção, além de medidas que podem ser adotadas para diminuir complicações e prevenir doenças.
“Alergias são ocasionadas por conta de um distúrbio no sistema imunológico. Elas geralmente aumentam nesta época de outono e inverno, quando começam os quadros de rinite, asma, conjuntivite e dermatite atópica, por exemplo. São quadros bastante recorrentes neste período”, destaca a especialista, sobre as alergias respiratórias.
Em relação aos problemas mais comuns, Gava fala sobre questões recorrentes na população. “As alergias mais comuns são a asma, rinite, conjuntivite alérgica e dermatite atópica. São as que mais atendemos no consultório. Tanto aqui como no mundo inteiro são essas as mais perceptíveis”, elenca.
“Uma das etapas do tratamento de alergias respiratórias é o controle ambiental. Abrir janelas e deixar o ar ventilando nos ambientes é muito importante. O principal cuidado deve ocorrer nos quartos, já que passamos a maior parte do dia neles. É preciso passar um pano úmido quando for limpar o chão, usar capas anti mofo nos colchões e travesseiros e também evitar o acúmulo de objetos nestes locais”, complementa sobre as alergias respiratórias.
Herpes
“Herpes é um vírus. Então nós temos tipos de herpes: herpes tipo 1, que ele dá na região oral, ou seja, na boca, nos lábios, na região da gengiva; e a herpes genital que é o tipo 2, além da herpes zóster, que é o vírus zoster, que cria a herpes zoster. São tipos diferentes, com localizações diferentes. O 1 e 2 são da família do herpes e o zoster é de uma família diferente. Na hora que o herpes se instala, e ele sendo um vírus, ele acaba se instalando no seu sistema imunológico. Não existe cura para o herpes. Uma vez a pessoa tendo herpes ela vai continuar tendo herpes. Mas, a gente tem tratamento para poder amenizar os sintomas que ocorre”.
"O tratamento para herpes 1 e 2 fazemos no consultório com imunoterapia - 'vacina de alergia' como é conhecida popularmente. O herpes zoster é outra forma de se tratar", explica Gava.
Sobre os sintomas na boca e na região genital, forma-se como espécie de bolinhas, segundo a especialista, chamadas vesículas, com um conteúdo líquidos. “Elas (vesículas), geralmente, são bem dolorosas, as vezes ela começa com uma coceira, uma ardência no local, e em média dura cinco, sete dias. Então ela é um incomodo”, pontua.
“Como que a gente trata? Evitar de ficar passando a mão, porque quando você passa a mão e você fica tocando com a mão. A mão é local onde ficam as bactérias fica a sujeirinha e aí acaba infeccionando. Então você vai tratar com antiviral, o mais comum que é utilizado hoje em dia é o Aciclovir. Então, é feito um uso de Aciclovir geralmente de cinco a sete dias, tem pessoas que precisam fazer mais tempo, outras menos, alguns a Aciclovir não irá resolver. Então vai depender do paciente e do médico que está acompanhando, mas geralmente é o Aciclovir o remédio recomendado”, conta a médica.
“Quando esse quadro torna recorrente, ou seja, mais de cinco vezes por ano, existem vacinas. Então as vacinas, muita gente desconhece que existe esse tratamento. É muito incomodo quem tem herpes, incomoda tanta pela dor como a estética também. Você olha, e ficam aquelas bolinhas, quase igual um cachinho de uva no local que aparece. Então é um quadro esteticamente chato, um quadro doloroso, um quadro inconveniente”, conclui a especialista.
Contato
Consaúde: 3220 2771 - 3220 2775
Instagram: @dra.tatianadonadellogava





















