VCG diz que serviço entra em colapso sem subsídio
Viação Campos Gerais aponta que, caso não haja ajuda financeira mensal, operações poderão ser comprometidas

Viação Campos Gerais aponta que, caso não haja ajuda financeira mensal, operações poderão ser comprometidas
A Viação Campos Gerais (VCG), manifestou-se sobre a decisão da juíza Luciana Virmond Cesar da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa. Na sexta-feira, 29 de maio, a magistrada negou o pedido de subsídio da concessionária de transporte público do município, no valor aproximado de R$ 2,5 milhões mensais, enquanto durar a pandemia, para não paralisar as operações na cidade.
Segundo a assessora de comunicação da VCG, Cris Dresch, a empresa irá recorrer da decisão da Justiça. Ainda, está traçando uma estratégia de procedimentos para apresentar, além dos dados que já foram anexados ao processo, para mostrar a inviabilidade das operações sem os recursos necessário pedidos junto à Prefeitura de Ponta Grossa.
A concessionária aponta que caso não haja subsídios dessa ordem, o transporte público do município ficará amplamente comprometido. “Sem subsídio, o sistema de transporte coletivo, muito em breve, poderá entrar em colapso, deixando de oferecer o serviço da maneira como ocorre atualmente”, comenta a assessora
Ainda, Cris elenca que dia após dia a Viação vem tendo seu orçamento comprometido. “Um sistema que opera com 70% da frota e transporta cerca de 40% do número médio de pessoas transportados, faz com que haja uma disparidade, causando sérios impactos no equilíbrio do sistema. A conta não fecha”, complementa a profissional da VCG.
O pedido da Viação elenca vários pontos como “sua remuneração é baseada no pagamento de tarifa, calculada mediante uma planilha com base no índice de passageiros por quilômetro” e que o “o valor da tarifa atual foi calculado com base no número de passageiros dos últimos doze meses, os quais seriam suficientes para o custeio do serviço”, comprometido “com a pandemia do COVID-19 houve uma redução drástica no número de passageiros, o que tornou inviável a continuidade da prestação do serviço de transporte público” e outros problemas.
A Prefeitura de Ponta Grossa já se manifestou, após a decisão e nas falas do prefeito Marcelo Rangel (PSDB), que é contrária a qualquer medida ou subsídio a empresas privadas. Na última sexta-feira, o procurador geral do Município, João Paulo Deschk, sinalizou que a decisão era esperada por parte do poder público.
Sintropas
O Sintropas-PG, sindicato que representa os trabalhadores da Viação Campos Gerais (VCG), apontou que não irá interferir na disputa entre a empresa e a administração pública. Ainda, citou que em qualquer situação - paralisação ou manutenção das atividades da concessionária - entende que o importante é o pagamento dos salários dos colaboradores de forma regular.
Para complementar, com a Medida Provisória 936, o sindicato cita que não pode interferir ou encaminhar proposta para a crise, tomando ações de competência da própria entidade.





















